O Brasil alcançou a menor taxa de desemprego da série histórica para o trimestre encerrado em abril. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a desocupação ficou em 5,8% no período entre fevereiro, março e abril de 2026.
É a primeira vez, desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012, que a taxa fica abaixo de 6% nesse intervalo do ano.
O índice representa uma redução de 0,8 ponto percentual em comparação ao mesmo trimestre de 2025, quando o desemprego havia sido de 6,6%, então considerado o menor patamar da série para o período.
Na comparação com o trimestre encerrado em março deste ano, quando a taxa ficou em 6,1%, também houve queda de 0,3 ponto percentual.
Número de ocupados cresce no país
Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua mostram ainda aumento no número de brasileiros ocupados.
No trimestre encerrado em abril de 2025, o país registrava 101,2 milhões de pessoas ocupadas. Em 2026, esse número subiu para 102,3 milhões.
O nível de ocupação da população com 14 anos ou mais também apresentou avanço, passando de 58,2% para 58,4% no período analisado.
Renda média sobe acima de R$ 3,7 mil
Além da redução do desemprego, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores brasileiros também cresceu.
Segundo o IBGE, a renda média mensal passou de R$ 3.542 no trimestre encerrado em abril de 2025 para R$ 3.732 no mesmo período deste ano.
Com isso, a massa de rendimento real habitual — que representa o total de dinheiro recebido pelos trabalhadores ocupados no país — atingiu R$ 377,04 bilhões.
O valor representa aumento de R$ 22,8 bilhões em relação ao mesmo trimestre do ano passado, quando a massa de rendimentos somava R$ 354,14 bilhões.
Pesquisa acompanha mercado de trabalho
A PNAD Contínua é considerada a principal pesquisa sobre força de trabalho no Brasil. O levantamento acompanha informações sobre emprego, desemprego e rendimento da população brasileira. A pesquisa é realizada em cerca de 211 mil domicílios distribuídos em aproximadamente 3.500 municípios de todo o país.
Atualmente, cerca de dois mil entrevistadores atuam na coleta de dados por meio das agências do IBGE espalhadas pelo Brasil.
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