O Brasil registrou, até 7 de agosto de 2025, o menor número de focos de incêndio para o período dos últimos 12 anos, com cerca de 30 mil ocorrências, segundo o Programa Queimadas do Inpe. O número representa queda expressiva em relação a 2024, especialmente na Amazônia e no Pantanal, e reflete ações de prevenção e combate adotadas pelo governo federal.
O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, atribui o resultado a fatores climáticos favoráveis e à implementação de políticas públicas robustas após o cenário crítico de 2024.
— “Foi um conjunto de ações de mobilização dos atores locais, dos governos e do investimento federal que trouxe resultados”, destacou Lima.
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, ressaltou a importância da infraestrutura e do aumento do efetivo de brigadistas, que atingiu 4.385 profissionais — o maior da história, entre Ibama e ICMBio. O governo federal também adquiriu sete novos helicópteros, com mais quatro a caminho, e investiu R$ 45 milhões em veículos para operações de combate e prevenção.
A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), instituída em 2024, e a Lei 15.143/2025 reforçam a capacidade de resposta e prevenção, permitindo uso de aeronaves estrangeiras e agilizando a recontratação de brigadistas. Além disso, o Fundo Amazônia destinou R$ 370 milhões para apoio a bombeiros em estados da Amazônia Legal e, pela primeira vez, também para o Cerrado e Pantanal.
Em Belém (PA), a prevenção inclui a realização de queimas prescritas e confecção de aceiros, com apoio do Ibama e ICMBio, medidas que criam barreiras naturais e físicas contra incêndios de grandes proporções. Apesar de novembro não ser período de seca, o planejamento para a COP 30 inclui reforço das equipes e atenção especial a áreas vulneráveis.
Segundo André Lima, mudanças climáticas e desmatamento ampliam a vulnerabilidade das florestas:
— “O fogo não entra em floresta úmida em condições normais. Mas a seca e o desmatamento transformam a vegetação em combustível.”
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, destacou a importância das florestas para mitigação da mudança climática e desenvolvimento sustentável:
— “Reverter o desmatamento e recuperar ecossistemas permite remoções de gases de efeito estufa, cria bioeconomia e fortalece a resiliência local.”
*Compartilhe esta reportagem do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo.


