O Brasil registrou o menor índice de desmatamento em unidades de conservação (UCs) da Amazônia desde 2008, segundo dados do Projeto Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O levantamento, referente ao período entre agosto de 2024 e julho de 2025, aponta redução de 74% na Amazônia e 62% no Cerrado, consolidando o papel dessas áreas como pilares da política ambiental brasileira.
No total, foram registrados 134 km² de desmatamento em unidades federais da Amazônia e 31 km² no Cerrado — o menor índice desde a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em 2007.
“A estratégia de fortalecimento das unidades de conservação está apresentando resultados reais e consistentes”, afirmou o presidente do ICMBio, Mauro Pires, destacando a orientação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a meta de desmatamento zero até 2030.
Preservação como estratégia climática
Os resultados chegam às vésperas da COP30, que será realizada em Belém (PA) a partir de 6 de novembro. O governo brasileiro leva à conferência um recado claro: proteger florestas é uma das formas mais eficazes de enfrentar a crise climática.
A ministra Marina Silva destacou que a queda histórica nas UCs “revela o compromisso do governo com a proteção da biodiversidade, dos modos de vida tradicionais e da estabilidade climática que sustenta a economia e a sociedade brasileira”.
O desmatamento total da Amazônia Legal também apresentou queda expressiva: 11,08% em relação ao período anterior — a terceira menor taxa desde 1988. No Cerrado, a redução foi de 11,49%, mantendo a tendência de retração iniciada em 2023.
Fortalecimento das Unidades de Conservação
O ICMBio vem ampliando sua presença em campo, reforçando a fiscalização, reativando conselhos participativos e políticas sociais voltadas a povos e comunidades tradicionais. Desde 2023, o governo criou ou ampliou 14 unidades de conservação, somando cerca de 550 mil hectares, e reconheceu 59 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
Durante visita às comunidades da Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns e da Floresta Nacional do Tapajós, no oeste do Pará, o presidente Lula reafirmou que “as populações tradicionais são as verdadeiras guardiãs da floresta” e que o desenvolvimento sustentável é prioridade.
“Investir na criação, ampliação e consolidação das unidades de conservação é uma das estratégias mais eficazes para enfrentar as mudanças climáticas”, reforçou Mauro Pires.
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