O Brasil oficializou nesta terça-feira (28), Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, o pedido de certificação internacional que reconhece a eliminação da transmissão da hepatite B de mãe para filho como problema de saúde pública.
O dossiê foi entregue pelo Ministério da Saúde à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e à Organização Mundial da Saúde (OMS) após o país cumprir, por dois anos consecutivos, todos os critérios técnicos exigidos pelos organismos internacionais.
Um dos indicadores mais importantes demonstra que menos de 0,1% das crianças com até cinco anos apresentam infecção ativa pelo vírus da hepatite B. Em 2025, esse percentual foi estimado em apenas 0,0111%, resultado validado por estudos atualizados neste ano.
O país também alcançou elevados índices de cobertura pré-natal, com mais de 98% das gestantes acompanhadas nos últimos dois anos, além de manter ampla vacinação contra a hepatite B logo após o nascimento.
A imunização nas primeiras horas de vida chegou a 97% em 2024 e alcançou 100% em 2025, superando os parâmetros estabelecidos internacionalmente para certificação.
Esses resultados refletem o fortalecimento das ações do Sistema Único de Saúde, que oferece testagem durante a gestação, tratamento antiviral quando indicado, vacinação neonatal e aplicação de imunoglobulina em recém-nascidos de mães infectadas, estratégia capaz de evitar praticamente todos os casos de transmissão durante o parto.
Além disso, desde 2016 todas as bolsas de sangue coletadas pelo SUS passam por testagem molecular para hepatite B, aumentando a segurança das transfusões em todo o país.
O Ministério da Saúde também ampliou a vigilância epidemiológica com a notificação obrigatória de casos em gestantes, puérperas e crianças expostas, permitindo maior controle e acompanhamento dos pacientes.
Após obter reconhecimento internacional pela eliminação da transmissão vertical do HIV, o Brasil busca agora consolidar a eliminação da hepatite B e avançar na meta de controlar outras infecções, como sífilis, doença de Chagas e HTLV até 2030.
Enquanto o processo de certificação segue em análise pelos organismos internacionais, o SUS continua oferecendo vacinação gratuita, testes rápidos e tratamento para as hepatites B e C em todo o território nacional.
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