O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou um lucro de R$ 13,3 bilhões no primeiro semestre de 2025, resultado semelhante ao mesmo período de 2024. A injeção de crédito na economia cresceu 56% em relação ao ano passado, alcançando R$ 129,6 bilhões.
Os ativos totais do banco atingiram R$ 888 bilhões, representando aumento de 30% desde 2022 e de 5,6% no semestre. A taxa de inadimplência, referente a atrasos superiores a 90 dias, foi de apenas 0,03%, muito abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional, que é de 3,55%.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que a instituição é hoje a segunda com melhor desempenho no sistema financeiro e reforça seu papel estratégico no financiamento de longo prazo, apoio à inovação, descarbonização e reindustrialização do país.
Crédito por setor
O maior crescimento em aprovações de crédito foi para a indústria, com R$ 18,1 bilhões, alta de 24% sobre 2024 e 220% sobre 2022. A agropecuária recebeu R$ 17 bilhões, avanço de 20% em relação ao ano anterior e de 262% em comparação a 2022.
O comércio e serviços tiveram R$ 13,5 bilhões em crédito aprovado, crescimento de 18% sobre 2024, enquanto infraestrutura recebeu R$ 24,2 bilhões, queda de 8% sobre 2024, mas aumento de 53% em relação a 2022.
O apoio a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) também cresceu significativamente. Garantias prestadas por fundos garantidores e crédito aprovado totalizaram R$ 88,8 bilhões, alta de 92% sobre o primeiro semestre de 2024.
O patrimônio líquido do BNDES encerrou o semestre em R$ 165,3 bilhões, aumento de R$ 6,9 bilhões em relação a dezembro de 2024.
Segundo Mercadante, apesar das condições contracionistas da política monetária e altas taxas de juros, o banco público conseguiu ampliar o volume de crédito, fortalecendo seu papel de suporte à economia brasileira.
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