A aviação civil brasileira movimentou 65,2 milhões de passageiros no primeiro semestre de 2026, resultado que representa um crescimento de 5,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no relatório atualizado de demanda e oferta do setor.
Do total de viajantes registrados entre janeiro e junho, 50,2 milhões utilizaram voos domésticos, enquanto 15 milhões embarcaram em rotas internacionais, demonstrando a continuidade da recuperação e do fortalecimento do transporte aéreo no país.
Em junho, porém, o desempenho apresentou uma leve retração. Ao todo, 10,3 milhões de passageiros passaram pelos aeroportos brasileiros, volume 0,9% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. Desse total, 8,1 milhões viajaram em voos nacionais e outros 2,2 milhões utilizaram conexões internacionais.
Os indicadores operacionais também mostraram crescimento. A demanda por transporte aéreo, medida pela relação entre passageiros transportados e quilômetros voados, avançou 0,2% no mercado doméstico e 1% nas operações internacionais na comparação anual.
Já a oferta de voos, calculada pelo número de assentos disponibilizados por quilômetros voados, aumentou 3,3% nas rotas nacionais e 2,3% nas internacionais.
O transporte aéreo de cargas manteve trajetória positiva no primeiro semestre de 2026. Segundo a Anac, os aeroportos brasileiros movimentaram 673,6 mil toneladas de mercadorias entre janeiro e junho, alta de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025.
Do volume total, 225,4 mil toneladas foram transportadas em voos domésticos, enquanto 448,2 mil toneladas corresponderam às operações internacionais.
Somente em junho, a movimentação alcançou 116,1 mil toneladas, crescimento de 6,6% frente ao mesmo mês do ano anterior. As cargas nacionais responderam por 38,3 mil toneladas, enquanto o segmento internacional movimentou 77,8 mil toneladas.
Os números reforçam a importância da aviação tanto para o transporte de passageiros quanto para a logística nacional e internacional, impulsionando o turismo, o comércio e a economia brasileira.
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