A empresa 99, controlada pela chinesa DiDi, anunciou nesta segunda-feira (15) um pacote de investimentos de R$ 8 bilhões no Brasil, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O valor será dividido entre a expansão do serviço de delivery 99Food (R$ 2 bilhões) e iniciativas de mobilidade elétrica para entregadores (R$ 6 bilhões).
Segundo a companhia, o aporte vai permitir ampliar a atuação da 99Food, que hoje opera em Goiânia e São Paulo, para 15 cidades até o fim de 2025 e 20 até janeiro de 2026. Além disso, R$ 50 milhões serão destinados à construção de pontos de apoio com infraestrutura básica para os trabalhadores, como água, descanso e banheiros.
“Com esse investimento, queremos tornar a vida dos parceiros mais digna e inclusiva”, afirmou Simeng Wang, diretor-geral da 99 no Brasil.
Veículos elétricos para entregadores
Outro destaque é o pacote de R$ 6 bilhões voltado para motos e bicicletas elétricas, em parceria com empresas como Galgo, Riba, Vammo, Bebike, Bliv e a fabricante global Yadea. O plano prevê:
- Motos elétricas com crédito e locação – programa já disponível em São Paulo e Belém, que deve alcançar até 600 mil entregadores em até cinco anos.
- Bicicletas elétricas – piloto iniciado em setembro com 500 unidades em São Paulo, com meta de atender 10 mil trabalhadores em 18 meses.
- Veículos sustentáveis personalizados – desenvolvimento de modelo elétrico adaptado às necessidades do transporte e entrega no Brasil.
Segundo a 99, além de reduzir as emissões de CO₂, os veículos elétricos podem diminuir custos de combustível e manutenção em até 60%, aumentando a renda líquida dos entregadores.
Parceria com o SUS
Durante a reunião com Lula, também foi anunciada uma parceria com o Ministério da Saúde. A 99 vai doar R$ 1 milhão em cupons de transporte para pacientes do SUS atendidos pelo programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa prevê a distribuição de 43 mil vouchers de corridas em 32 cidades, ajudando a reduzir faltas em consultas e exames por falta de transporte.
Para Will Cheng, fundador e CEO da DiDi, o Brasil é estratégico:
“Poucos mercados combinam escala, inovação e oportunidade como o brasileiro. Ao dobrar nosso compromisso, estamos investindo em crescimento e em um ecossistema mais justo para milhões de trabalhadores.”
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