Pequenas, discretas e fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas, as abelhas nativas sem ferrão serão o centro de uma programação especial no Refúgio de Vida Silvestre (Revis) Mata Paludosa, em Vitória. Entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro, estudantes, profissionais da educação e moradores poderão participar de atividades que unem educação ambiental, observação da natureza, experiências sensoriais e conhecimento sobre a importância desses polinizadores.
Com o tema “Abelhas que Educam, Comunidades que Cuidam”, a Semana das Abelhas foi organizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vitória (Semmam), por meio da Gerência de Educação Ambiental e do Centro de Educação Ambiental (CEA) Mata Paludosa. A iniciativa conta ainda com a parceria da Associação de Meliponicultores Capixabas do Espírito Santo (Amecap-ES) e antecede o Dia Nacional das Abelhas, celebrado em 3 de outubro.
A programação pretende aproximar a população do universo das abelhas sem ferrão e explicar, de maneira prática, a relação entre esses insetos, a biodiversidade e a produção de alimentos. Durante a polinização, as abelhas transportam pólen entre as flores e ajudam na formação de frutos e sementes, desempenhando uma função importante tanto nas áreas naturais quanto na produção agrícola.
A abertura ocorre na segunda-feira, 28 de setembro, a partir das 14h, com uma mobilização no entorno da unidade de conservação. Moradores e comerciantes da região serão convidados a conhecer a proposta e acompanhar as ações desenvolvidas ao longo da semana.
Nos dias de atividades presenciais, os participantes serão recebidos na chamada “Roda da Colmeia”, espaço de acolhimento e apresentação da programação. Entre as experiências está o jogo “Do Pólen ao Fruto: O Segredo do Jogo Melipoflora”, que mostra de forma lúdica a relação entre abelhas, flores, polinização e alimentos.
Outro destaque será o percurso “Caminhos da Mata: A Arte da Observação Natural”, que estimula os participantes a observar a biodiversidade sem retirar elementos do ambiente ou interferir no funcionamento da natureza. O circuito “Conexão pelos Sentidos” também propõe experiências envolvendo tato, olfato, audição e visão.
A programação ainda terá a “Caixa da Descoberta: Desvendando o Segredo das Abelhas”, atividade criada para apresentar curiosidades e esclarecer dúvidas sobre esses insetos. A parceria com a Amecap-ES permitirá aos participantes conhecer a meliponicultura, atividade relacionada à criação de abelhas nativas sem ferrão, além de observar caixas de criação, acompanhar uma demonstração de formação de novas colônias e experimentar diferentes tipos de méis produzidos por espécies nativas.
Para Juliana Sardinha, gerente de Educação Ambiental da Semmam, as abelhas sem ferrão também representam uma oportunidade para abordar a biodiversidade de maneira próxima e acessível. A proposta, segundo ela, é estimular o conhecimento e o cuidado com esses animais sem criar uma relação de medo, aproximando crianças, jovens e adultos da natureza.
A programação continua no dia 3 de outubro, quando a Prefeitura de Vitória lançará, nas redes sociais oficiais, uma campanha educativa dedicada às abelhas sem ferrão. Vídeos e outros conteúdos digitais vão ampliar o alcance das informações trabalhadas durante a Semana das Abelhas.
A agenda presencial será realizada no Revis Mata Paludosa e em áreas de seu entorno. No dia 30 de setembro, das 14h às 16h30, as atividades serão voltadas a estudantes do 6º ao 9º ano da Emef Tancredo de Almeida Neves, profissionais da educação e comunidade. Em 1º de outubro, no mesmo horário, será a vez de estudantes e profissionais da Apae Serra, também com participação da comunidade. Já em 2 de outubro, das 8h30 às 11h, a programação reunirá estudantes e profissionais da Emef Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo (Asfa) e moradores.
Em todos os dias de vivências, estão previstas atividades como conversa sobre abelhas nativas sem ferrão, jogos educativos sobre polinização, interpretação ambiental, circuito sensorial e ações de observação da natureza. A programação também contará com a participação de meliponicultores, aproximando o público das práticas de criação e conservação das espécies.
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