O sistema prisional do Espírito Santo ganhou um novo equipamento tecnológico para reforçar as ações de vigilância e segurança. O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), entregou oficialmente nesta quinta-feira (13) um drone de alta tecnologia destinado às unidades prisionais do estado.
A entrega e a demonstração do equipamento ocorreram no Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, em Viana. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, acompanharam a apresentação.
O equipamento será utilizado em atividades de monitoramento, fiscalização e vigilância dos estabelecimentos prisionais.
O drone tem valor estimado em R$ 146 mil e reúne recursos destinados a operações em diferentes condições de luminosidade.
Entre os equipamentos estão câmera grande angular, zoom óptico híbrido de até 34 vezes, ampliação de até 400 vezes, câmera térmica, telêmetro a laser e iluminador infravermelho.
A aeronave também possui autonomia de voo próxima de uma hora, sistema para identificação de obstáculos, comunicação de longo alcance e ferramentas de inteligência artificial que auxiliam no reconhecimento de alvos e na execução automatizada de determinadas missões.
Com esses recursos, o equipamento poderá apoiar operações diurnas e noturnas, ampliando a capacidade das equipes de acompanhar diferentes áreas das unidades prisionais.
Durante a agenda, também foi apresentado um kit de varredura que será destinado ao Espírito Santo. O equipamento tem custo aproximado de R$ 578 mil e deverá ser entregue ao estado até setembro.
A tecnologia será utilizada em inspeções e ações de contrainteligência, auxiliando os agentes na localização de dispositivos e materiais que estejam escondidos em ambientes prisionais.
Drone e kit de varredura deverão atender as sete unidades prisionais que fazem parte do complexo, fortalecendo atividades de fiscalização, vigilância e identificação de possíveis irregularidades.
A programação também incluiu o acompanhamento da Operação MUTE, realizada nesta quinta-feira em unidades prisionais de Viana.
A ação contou com 105 policiais penais e incluiu a revista de 102 celas. O objetivo foi localizar e retirar celulares e outros materiais proibidos do interior dos estabelecimentos.
Segundo os resultados apresentados durante a agenda, nenhum aparelho celular foi encontrado nas unidades prisionais do Espírito Santo durante a operação.
O ministro Wellington César Lima e Silva destacou o resultado e afirmou que a ausência de celulares demonstra os efeitos das ações permanentes de prevenção, fiscalização e controle realizadas no sistema prisional capixaba.
O secretário de Estado da Justiça do Espírito Santo, Nelson Merçon, também ressaltou o trabalho desenvolvido pelas equipes estaduais. Segundo ele, desde o início da Operação MUTE no Espírito Santo, em 2023, nenhum aparelho eletrônico foi localizado durante as ações realizadas no sistema prisional do estado.
Em todo o país, sete edições da Operação MUTE foram realizadas entre 12 de maio e 3 de julho.
As ações mobilizaram 2,7 mil policiais penais e alcançaram 24 unidades prisionais. Ao todo, foram revistadas 1.297 celas e apreendidos 817 aparelhos celulares.
A operação faz parte das medidas adotadas para impedir que unidades prisionais sejam utilizadas para comunicação e articulação de atividades criminosas.
A entrega dos equipamentos integra uma estratégia nacional de modernização de 138 unidades prisionais consideradas estratégicas para a segurança penitenciária.
O programa prevê investimentos em equipamentos, veículos e soluções tecnológicas voltadas ao controle de acesso, fiscalização e ampliação da capacidade operacional das polícias penais.
Das 138 unidades selecionadas, 38 estão no Sudeste, 45 no Nordeste, 23 no Norte, 17 no Sul e 15 no Centro-Oeste.
A escolha dos estabelecimentos levou em consideração análises técnicas e critérios relacionados à inteligência penal e à importância estratégica das unidades no enfrentamento ao crime organizado.
Desde maio de 2026, a iniciativa reúne operações de segurança, ações de inteligência, modernização tecnológica e capacitação de profissionais.
No eixo tecnológico, 35 equipamentos de raio X já foram destinados a estados como Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso. A estratégia também inclui a distribuição de drones para as unidades federativas.
Na área de capacitação, 2.871 servidores de 17 estados participam de três cursos a distância oferecidos pela Escola Nacional de Serviços Penais (ESPEN), com carga horária total de 80 horas.
Também estão abertas inscrições para profissionais de outras dez unidades da federação.
Segundo o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a atuação no Espírito Santo faz parte de uma política que combina inteligência, operações de segurança, tecnologia e formação profissional.
A estratégia busca ampliar a capacidade de fiscalização das unidades consideradas prioritárias e dificultar a utilização do sistema prisional para a organização de atividades criminosas.
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