Duas décadas de atuação em defesa dos direitos das mulheres foram celebradas nesta quinta-feira (6), durante um evento realizado no auditório da Casa do Cidadão, em Maruípe, para marcar os 20 anos do Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência (Cramsv) e da Lei Maria da Penha.
Com o tema “20 Anos do Cramsv e da Lei Maria da Penha – Uma trajetória de acolhimento, proteção e transformação de vidas”, a programação reuniu representantes do poder público, profissionais da rede de atendimento e integrantes da sociedade civil para discutir avanços no enfrentamento à violência doméstica e fortalecer as políticas públicas voltadas às mulheres.
A iniciativa faz parte das ações do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e combate à violência contra a mulher.
Durante a solenidade, o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi, destacou que os 20 anos do Cramsv representam o fortalecimento de uma política pública essencial para garantir proteção, acolhimento e oportunidades às mulheres em situação de violência.
Segundo ele, o trabalho desenvolvido ao longo dessas duas décadas contribui para que muitas vítimas retomem a autonomia e reconstruam suas trajetórias de vida, reforçando o compromisso da administração municipal com a promoção dos direitos das mulheres.
A subsecretária municipal da Mulher, Fernanda Vieira, ressaltou que o Cramsv se tornou referência no atendimento humanizado e na atuação integrada com a rede de proteção.
Ela enfatizou que o centro desempenha papel fundamental na escuta qualificada, no acolhimento e no acesso das mulheres aos serviços necessários para romper o ciclo da violência.
A programação contou ainda com apresentações musicais, homenagens e a palestra “Reescrevendo minha história”, ministrada pela engenheira de software Érica Spadeto.
Durante a apresentação, Érica compartilhou experiências pessoais e profissionais, abordando os desafios enfrentados ao longo da vida e a importância de assumir o protagonismo da própria história.
Segundo a palestrante, revisitar o passado com coragem permite compreender o presente e construir um futuro baseado em escolhas conscientes, fortalecendo a autoestima e a capacidade de superação.
A celebração reforçou a importância do Agosto Lilás como período dedicado à conscientização sobre a violência doméstica e familiar, além de destacar o papel da rede de atendimento na garantia de direitos, proteção e acolhimento às mulheres em situação de vulnerabilidade.
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