O Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 900 mil em caráter emergencial para intensificar o combate à chikungunya na região da Grande Dourados, em Mato Grosso do Sul.
O valor será transferido em parcela única do Fundo Nacional de Saúde para o fundo municipal e poderá ser utilizado em ações de vigilância, assistência à população e controle do mosquito transmissor.
Segundo a pasta, o objetivo é reforçar o enfrentamento da doença em áreas com aumento de casos.
Entre as estratégias adotadas está a instalação de mil Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), armadilhas que utilizam recipientes com substâncias capazes de interromper o ciclo de reprodução do mosquito Aedes aegypti.
Ao entrar em contato com o larvicida, o inseto passa a carregar o produto para outros criadouros, ampliando o alcance da ação.
Além disso, agentes municipais receberam capacitação técnica para o uso dessas tecnologias, conduzida por especialistas em vigilância de arboviroses.
Atendimento em áreas indígenas
Outra frente de atuação envolve a busca ativa em territórios indígenas de Dourados, realizada pela Força Nacional do Sistema Único de Saúde em parceria com a Secretaria de Saúde Indígena.
Até o momento, foram realizados mais de 100 atendimentos domiciliares nas aldeias Jaguapiru e Bororó, com foco na identificação precoce de casos e orientação às comunidades.
Força-tarefa e reforço nas equipes
O ministério também instalou uma sala de situação para coordenar as ações de enfrentamento à doença. A estrutura deve ser levada posteriormente à região, integrando esforços de gestores e equipes técnicas.
Desde o início de março, agentes de saúde realizaram visitas a mais de 2,2 mil residências, promovendo;
- Eliminação de criadouros
- Aplicação de larvicidas e inseticidas
- Mutirões de limpeza
Em caráter emergencial, foi autorizada ainda a contratação temporária de 20 agentes de combate a endemias, que devem começar a atuar nas próximas semanas.
Atualmente, 34 profissionais da Força Nacional do SUS — entre médicos, enfermeiros e técnicos — estão mobilizados nas áreas mais afetadas.
A chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do zika vírus.
Entre os principais sintomas estão:
- Dor intensa nas articulações
- Inchaço (edema)
- Febre
- Fadiga
Em casos mais graves, a doença pode exigir internação e levar a complicações.
O vírus foi identificado nas Américas em 2013 e chegou ao Brasil em 2014. Desde então, espalhou-se por todo o território nacional.
Dados recentes indicam aumento da circulação do vírus, com expansão significativa em diferentes regiões do país.
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