Um piloto foi preso nesta segunda-feira (9) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, suspeito de liderar uma rede criminosa de exploração de menores. A investigação, conduzida pela Polícia Civil, teve início há cerca de três meses e aponta que o homem mantinha contato direto com vítimas e responsáveis.
De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, responsável pelo caso, os indícios reunidos até o momento indicam que o suspeito exercia papel central no esquema criminoso. Durante a operação, duas mulheres também foram presas por suspeita de participação.
Segundo a polícia, o investigado utilizava diferentes estratégias para se aproximar das vítimas, inclusive estabelecendo contato com familiares. Em alguns casos, havia pagamentos e ajuda financeira às responsáveis, o que facilitava o acesso às menores.
Até agora, dez vítimas foram identificadas, mas os investigadores acreditam que o número pode ser maior, já que outros registros encontrados em dispositivos eletrônicos estão sob análise. A polícia informou ainda que segue trabalhando para localizar possíveis vítimas e reunir novas provas.
Prisão no aeroporto
O suspeito foi detido dentro de uma aeronave após o monitoramento de sua escala de trabalho. Conforme os investigadores, a rotina profissional dificultava sua localização, e a abordagem no aeroporto foi considerada a forma mais rápida de efetuar a prisão.
O homem afirmou ser casado e ter filhos. A atual esposa compareceu à delegacia e, segundo a polícia, disse não ter conhecimento das suspeitas envolvendo o marido.
A operação, denominada “Apertem os Cintos”, continua em andamento, e as autoridades reforçam a importância de denúncias para combater crimes contra crianças e adolescentes.
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