Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
Nada encontrado
Ver todos os resultados

Produção de vacina contra a covid-19 deixa legado estratégico para o SUS

Mobilização científica e industrial durante a pandemia fortaleceu a Fiocruz, ampliou a soberania nacional e impulsionou novas tecnologias em saúde.

redação Por redação
20/01/2026 - 10:02
em Saúde
A A
Mobilização para produzir a vacina contra a covid-19 no Brasil fortaleceu o SUS, deixou legado tecnológico na Fiocruz e impulsionou novas vacinas e terapias avançadas.

Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A mobilização global para conter a covid-19 resultou não apenas em vacinas desenvolvidas em tempo recorde, mas também em um legado duradouro para os sistemas públicos de saúde. No Brasil, o esforço coordenado para a produção da vacina contra o coronavírus fortaleceu o Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliou a capacidade científica, tecnológica e industrial da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Em 8 de dezembro de 2020, menos de um ano após a primeira comunicação oficial sobre os casos de covid-19, a britânica Margaret Keenan tornou-se a primeira pessoa vacinada no mundo fora dos ensaios clínicos. A rapidez no desenvolvimento dos imunizantes, alvo de desinformação à época, foi resultado do acúmulo científico global e de plataformas tecnológicas já consolidadas, explica a diretora do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz (Bio-Manguinhos), Rosane Cuber.

Segundo a pesquisadora, as vacinas de RNA mensageiro e de vetor viral não surgiram do zero, mas se apoiaram em décadas de pesquisa. “Houve uma adequação das plataformas já existentes. Muito conhecimento acumulado foi aproveitado para permitir um desenvolvimento rápido e seguro”, afirma.

Durante a pandemia, Bio-Manguinhos foi responsável por trazer ao Brasil a vacina de Oxford/AstraZeneca e entregar cerca de 190 milhões de doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). O trabalho começou ainda em março de 2020, com a produção de testes diagnósticos, e avançou para a prospecção de vacinas em desenvolvimento que pudessem ser incorporadas ao país por meio de transferência de tecnologia.

Leia Também

Doenças cardiovasculares já provocaram quase 319 mil mortes no Brasil em 2026

Hospital de Bonsucesso chega a 450 leitos em funcionamento pelo SUS

As negociações com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca tiveram início em agosto de 2020 e exigiram uma reorganização completa do instituto. “Todas as atividades foram direcionadas para um único objetivo: trazer a vacina. Houve treinamentos diários e uma mobilização intensa da sociedade civil para viabilizar equipamentos e insumos”, relembra Rosane.

A primeira remessa da vacina, com dois milhões de doses prontas, chegou ao Brasil em janeiro de 2021, logo após a autorização de uso emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nos meses seguintes, Bio-Manguinhos passou a realizar o envase, a rotulagem e o controle de qualidade no país, enquanto se preparava para a etapa final da transferência de tecnologia.

Controle de Qualidade interno de Bio-Manguinhos durante a produção das vacinas contra covid-19 foto: Bio-Manguinhos/Fiocruz

Em fevereiro de 2022, o Brasil passou a produzir também o ingrediente farmacêutico ativo (IFA), garantindo uma vacina 100% nacional. O processo, acompanhado de perto pela Anvisa, foi possível graças à capacidade industrial já instalada e à experiência histórica da Fiocruz na nacionalização de vacinas.

Com o fim da fase mais crítica da pandemia, a produção do imunizante foi interrompida, mas os impactos permanecem. Em 2021, a vacina da Fiocruz foi a mais utilizada no país, e especialistas estimam que cerca de 300 mil vidas foram salvas apenas naquele ano.

“O bloqueio da covid-19 no Brasil já seria, por si só, um grande legado. Mas, além disso, saímos desse processo mais qualificados, com estrutura pronta para desenvolver outros produtos estratégicos para o SUS”, destaca a diretora de Bio-Manguinhos.

Entre os desdobramentos diretos está o desenvolvimento de uma terapia avançada para atrofia muscular espinhal (AME), doença rara cujo tratamento pode custar até R$ 7 milhões. A nova terapia utiliza a mesma plataforma de vetor viral da vacina contra a covid-19 e já teve os estudos clínicos autorizados pela Anvisa.

Outro avanço é o início dos testes em humanos de uma vacina nacional contra a covid-19 baseada em RNA mensageiro. A tecnologia, já estudada pelo instituto para o tratamento do câncer, ganhou impulso com a experiência adquirida durante a pandemia. Para Rosane, a produção nacional garante redução de custos e soberania sanitária. “A covid não acabou. Ter uma vacina 100% brasileira significa não depender de outros países”, afirma.

O desempenho de Bio-Manguinhos durante a crise sanitária também projetou o instituto internacionalmente. A unidade da Fiocruz foi escolhida como centro de produção pela Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias e como hub regional da Organização Mundial da Saúde para o desenvolvimento de tecnologias em RNA mensageiro.

“O nosso foco não é o lucro, mas o retorno social. Nosso compromisso é com a população brasileira e com o fortalecimento do SUS”, conclui Rosane Cuber.

Compartilhe esta notícia do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo. 

Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram

Tags: #BioManguinhos#CiênciaBrasileira#Fiocruz#InovaçãoEmSaúde#SaúdePública#SoberaniaSanitária#VacinaCovid19SUS
EnviarCompartilhamentoTweetCompartilhamentoCompartilhamentoEnviar
Notícia anterior

Ministério revitaliza dados e retoma investimentos no combate ao trabalho infantil

Próxima notícia

Rio de Janeiro celebra São Sebastião com missas, procissão e programação cultural

redação

redação

Próxima notícia
Rio de Janeiro comemora o dia de São Sebastião com missas, procissão arquidiocesana e apresentação cultural. Padroeiro da cidade é celebrado em 20 de janeiro.

Rio de Janeiro celebra São Sebastião com missas, procissão e programação cultural

Ampliação da oferta de serviços no SUS é destaque na área da saúde Fonte: Agência Senado

Ampliação da oferta de serviços no SUS marca avanços na área da saúde em 2025

Categorias

  • Brasil
  • Cidade
  • Concurso
  • Cultura
  • D+NEWS
  • Economia
  • Esporte
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades capixabas, do Brasil e do mundo.

Conheça o Giro Capixaba

E-mail: [email protected]

Giro Capixaba — Criação Web Tchê Digital
Nada encontrado
Ver todos os resultados
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades e do mundo.
E-mail: [email protected]

Giro Capixaba - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist