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STF forma maioria para declarar inconstitucional o marco temporal das terras indígenas

Placar está em 6 votos a 0 contra a tese que restringe demarcações; julgamento segue até quinta-feira.

redação Por redação
17/12/2025 - 18:19
em Brasil
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STF forma maioria para considerar inconstitucional o marco temporal das terras indígenas. Placar está em 6 a 0 contra a restrição às demarcações.

Imagem:Maiara Dourado/Cimi/Divulgação

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos nesta quarta-feira (17) para declarar inconstitucional a tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. Até o momento, o placar é de 6 votos a 0 contra a regra que limita os direitos territoriais dos povos originários.

Votaram pela inconstitucionalidade os ministros Gilmar Mendes (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Ainda faltam os votos de quatro ministros.

A votação ocorre no plenário virtual e teve início na segunda-feira (15). O julgamento segue aberto até quinta-feira (18), às 23h59.

O que é o marco temporal

A tese do marco temporal estabelece que os povos indígenas só teriam direito às terras que estivessem sob sua posse em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estivessem em disputa judicial naquele momento.

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Em 2023, o STF já havia decidido que essa interpretação é incompatível com a Constituição, ao entender que os direitos indígenas são originários, anteriores à própria formação do Estado brasileiro.

Mobilizado há uma semana na BR-174, o Movimento Indígena de Roraima cobrou respeito aos direitos e ao modo de vida ancestral.

Impasse entre STF, Congresso e Executivo

Apesar da decisão do Supremo em 2023, o Congresso Nacional aprovou a Lei nº 14.701/2023, que validou a tese do marco temporal. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou trechos da norma, mas o veto foi posteriormente derrubado pelos parlamentares, fazendo a regra voltar a vigorar.

Após a derrubada do veto, partidos como PL, PP e Republicanos ingressaram com ações no STF para manter a validade da lei. Em sentido oposto, entidades indígenas e partidos governistas também acionaram a Corte para reafirmar a inconstitucionalidade do marco temporal.

PEC no Senado

Paralelamente ao julgamento no Supremo, o Senado Federal aprovou, na semana passada, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 48/2023, que pretende inserir o marco temporal diretamente na Constituição.

A proposta ainda precisa avançar na tramitação legislativa e pode gerar novo embate jurídico, caso aprovada, diante do entendimento já consolidado no STF sobre os direitos territoriais indígenas.

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Tags: #Demarcação#MarcoTemporal#PovosIndígenas#TerrasIndígenas
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