A prévia da inflação de setembro apresentou alta de 0,48%, após a queda de 0,14% registrada em agosto, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo IBGE.
O grupo Alimentação e bebidas recuou 0,35%, marcando a quarta queda seguida, influenciado pelas reduções nos preços do tomate (-17,49%), da cebola (-8,65%), do arroz (-2,91%) e do café moído (-1,81%). Em contrapartida, as frutas subiram 1,03% em média.
A alimentação fora de casa também desacelerou, passando de 0,71% em agosto para 0,36% em setembro, devido a altas menos intensas no lanche (0,70%) e na refeição (0,20%).
Já o grupo Habitação foi o principal responsável pela pressão inflacionária, com alta de 3,31%. O destaque foi a energia elétrica residencial, que subiu 12,17% e sozinha respondeu por 0,47 ponto percentual do índice geral. O resultado foi influenciado pelo fim do bônus de Itaipu, pelo início da bandeira tarifária vermelha patamar 2 e por reajustes em capitais como Belém.
No acumulado de 2025, o IPCA-15 soma 3,76%, e em 12 meses chega a 5,32%, acima dos 4,95% observados no período anterior.
Outros grupos também apresentaram variação positiva, como Vestuário (0,97%), Saúde e cuidados pessoais (0,36%), Despesas pessoais (0,20%) e Educação (0,03%). Já Transportes (-0,25%), Artigos de residência (-0,16%) e Comunicação (-0,08%) recuaram.
Entre as regiões pesquisadas, a maior alta ocorreu em Recife (0,80%), enquanto o menor índice foi observado em Goiânia (0,10%).
O IPCA-15 é calculado com base em preços coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro, abrangendo famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos em 11 áreas do país. A próxima divulgação, referente a outubro, será no dia 24.
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