O Rio Grande do Sul acaba de inaugurar um marco em sua jornada rumo à sustentabilidade. Nesta segunda-feira, dia 15, entrou em operação em Minas do Leão, a aproximadamente 100 quilômetros da capital Porto Alegre, a primeira usina gaúcha dedicada à conversão de resíduos orgânicos de aterro em biometano. A notícia, que movimentou a imprensa local, celebra a iniciativa da planta Biometano Sul.
A usina, uma realização da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), ostenta uma capacidade de produção de gás natural renovável equivalente a 12,5 mil botijões de gás por dia. O projeto recebeu um investimento robusto de R$ 150 milhões, fruto da parceria entre o grupo Solví, controlador da CRVR, e a Arpoador Energia. Atualmente, a unidade já contribui com a rede elétrica, gerando cerca de 8,5 megawatts/hora em energia elétrica, com foco inicial no abastecimento do setor industrial.
Os benefícios ambientais da Biometano Sul são notáveis. A CRVR projeta que a transformação do biogás em biometano pode evitar a emissão de surpreendentes 1 milhão de toneladas de gases de efeito estufa ao longo de 15 anos. Além disso, a operação da usina gerou 30 empregos diretos, fortalecendo a economia local.
A tecnologia empregada é um exemplo de engenharia ambiental. O processo tem início com a decomposição do lixo orgânico, que libera biogás. Esse gás é captado por meio de poços instalados no aterro e transportado por tubulações até a planta de processamento. Lá, ele é submetido a etapas de secagem, ajuste de temperatura e filtragem, resultando em um metano com pureza superior a 90%. O produto final é então comprimido e comercializado em cilindros, pronto para uso.
A visão da CRVR não para por aí. Há planos para expandir o modelo de sucesso da Biometano Sul, com novas unidades previstas para São Leopoldo, Santa Maria, Giruá e Victor Graeff, municípios que também recebem os serviços da companhia. A planta de São Leopoldo já está em fase de construção, com um investimento adicional de R$ 100 milhões. A meta ambiciosa é que todas as usinas estejam em pleno funcionamento até 2030, contribuindo para suprir 10% da demanda total de gás natural no estado do Rio Grande do Sul.
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