O Sistema Único de Saúde realiza neste sábado (21) e domingo (22) a maior mobilização já feita no país voltada exclusivamente para a saúde da mulher. A iniciativa reúne 885 hospitais e serviços de saúde distribuídos em 516 cidades brasileiras, com a previsão de realizar cerca de 230 mil atendimentos.
A ação faz parte do programa Agora Tem Especialistas e tem como objetivo ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias, reduzindo o tempo de espera por atendimento especializado na rede pública.
Segundo o presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro, esta é a maior iniciativa já promovida pelo SUS com foco na saúde feminina.
“Estamos falando de um esforço nacional para garantir atendimento integral às mulheres, com procedimentos que vão desde exames até cirurgias de maior complexidade”, afirmou.
Atendimentos e procedimentos
O mutirão prevê a realização de cerca de 40 mil cirurgias, incluindo procedimentos como histerectomia, retirada de tumores de útero e ovário, reconstrução mamária e laqueadura. Além disso, também serão feitas cirurgias não diretamente ligadas à saúde reprodutiva, como catarata e varizes.
Na área de diagnóstico, estão programados aproximadamente 190 mil exames, ampliando o acesso a serviços essenciais para a prevenção e o tratamento de doenças.
Outro destaque é a oferta do implanon, método contraceptivo de longa duração que passou a ser disponibilizado gratuitamente pelo SUS. Mais de 1.100 mulheres devem receber o implante durante a mobilização.
Rede nacional mobilizada
A força-tarefa envolve instituições públicas e filantrópicas em todo o país, incluindo Santas Casas, hospitais federais e unidades de referência como o Instituto Nacional de Cardiologia, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e o Instituto Nacional de Câncer, localizados no Rio de Janeiro.
Também participam os 45 hospitais universitários federais vinculados à rede Ebserh, presentes em 25 estados, responsáveis por cerca de 46 mil procedimentos dentro do mutirão.
Atendimento segue filas do SUS
Os atendimentos seguem a organização das filas do SUS. Ou seja, as pacientes já previamente cadastradas e agendadas pelas secretarias estaduais e municipais de saúde são convocadas para realizar os procedimentos durante o mutirão.
De acordo com Chioro, a ação faz parte de uma estratégia contínua do governo federal para ampliar o acesso à saúde especializada, com previsão de novas edições ao longo de 2026.
A iniciativa reforça a política pública de atenção integral à saúde da mulher, garantindo mais acesso, prevenção e qualidade no atendimento em todo o Brasil.
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