A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou uma nova atualização do Painel de Reajustes de Planos Coletivos, que reúne estatísticas consolidadas sobre os reajustes aplicados por operadoras em contratos empresariais e por adesão. Com dados compilados até agosto de 2025, o painel permite consultar informações agrupadas por tipo de contratação, porte do contrato, modalidade e porte da operadora, além de oferecer buscas individualizadas por empresa. Os percentuais refletem a variação de custos efetivamente praticada pelas operadoras ao longo do período.
O painel é alimentado pelo conjunto de dados “Reajuste de Planos Coletivos”, disponível no Portal Brasileiro de Dados Abertos. A base inclui contratos firmados sob a regulamentação da Lei nº 9.656/98, com preço preestabelecido, e passa por atualização trimestral após o recebimento dos comunicados das operadoras.
Reajustes na cobertura médico-hospitalar
Entre janeiro e agosto de 2025, o reajuste médio dos contratos de assistência médico-hospitalar ficou em 11,15%, uma redução discreta em comparação ao ano anterior.
Nos contratos com menos de 30 vidas, que seguem as regras do Agrupamento de Contratos, o reajuste médio chegou a 14,81% — quase cinco pontos percentuais acima dos contratos de maior porte, cujo percentual médio foi de 9,95%. Essa diferença entre grupos permanece alinhada ao comportamento observado em ciclos anteriores.
O painel também registra que um em cada quatro beneficiários de contratos coletivos reajustados em 2024 estava vinculado a contratos com menos de 30 vidas (23,9%). O percentual se manteve estável em 2025, chegando a 23,6% até agosto. Dentro desse grupo, os contratos com até cinco vidas ampliaram presença ao longo da última década, passando de 4,7% em 2014 para 14,8% em 2024 e 15% nos primeiros oito meses de 2025.
Planos exclusivamente odontológicos
No segmento odontológico, o reajuste médio entre janeiro e agosto de 2025 foi de 3,68%, mantendo estabilidade em relação a 2024 e permanecendo abaixo dos patamares de 2022 e 2023.
Os contratos com menos de 30 vidas tiveram reajuste médio de 5,29%, enquanto os de maior porte ficaram em 3,27% no mesmo período. Diferentemente dos planos médico-hospitalares, os odontológicos não seguem a regra de agrupamento de contratos.
A participação dos contratos odontológicos com menos de 30 vidas também cresceu: eles representavam 9,7% em 2014 e atingiram 21,2% em 2024.
O Painel de Reajustes de Planos Coletivos está disponível no portal da ANS, em Dados e Indicadores do Setor Painéis Dinâmicos Dados sobre planos de saúde.
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