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Morte de Isabel Veloso reacende alerta sobre linfoma de Hodgkin

Doença rara do sistema linfático pode evoluir silenciosa; primeiros sinais incluem ínguas indolores e cansaço intenso.

redação Por redação
10/01/2026 - 21:34
em Saúde
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Influenciadora Isabel Veloso morre por linfoma de Hodgkin aos 19 anos

Imagem: Instagram

A influenciadora digital Isabel Veloso morreu aos 19 anos em decorrência de um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. A morte foi confirmada neste sábado (10) pelo marido, Lucas Borbas, por meio de uma publicação nas redes sociais.

O linfoma de Hodgkin é uma neoplasia que se origina em células do sistema imunológico e pode apresentar sinais iniciais discretos, como o surgimento de ínguas indolores. Por afetar estruturas espalhadas por todo o corpo, a doença pode avançar silenciosamente nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. No caso de Isabel, os primeiros sinais foram nódulos no pescoço e no tórax.

O câncer tem origem no sistema linfático, uma rede formada por vasos e linfonodos, além de órgãos como baço e timo, fundamentais para a produção e circulação das células de defesa. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença se desenvolve quando essas células sofrem alterações e passam a se multiplicar de forma descontrolada, formando tumores, principalmente nos linfonodos.

Uma característica marcante do linfoma de Hodgkin é a presença das chamadas células de Reed-Sternberg, identificadas em exames microscópicos. Essas células alteradas funcionam como uma assinatura da doença e permitem diferenciá-la de outros tipos de linfoma, o que é essencial para definir o tratamento mais adequado. De acordo com o oncologista Stephen Stefani, da Oncoclínicas e da Américas Health Foundation, essas células não são a causa isolada da doença, mas um sinal característico que auxilia no diagnóstico.

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O linfoma de Hodgkin pode surgir em qualquer idade, mas apresenta dois picos de incidência: adultos jovens, entre 20 e 35 anos, e pessoas acima dos 60. Não há um fator de risco único, embora alterações do sistema imunológico, histórico familiar e infecções virais, como o vírus Epstein-Barr, possam estar associados em alguns casos.

Entre os primeiros sintomas estão ínguas indolores no pescoço, axilas ou virilha. Também podem ocorrer coceira persistente sem lesões aparentes, febre prolongada, perda de peso sem causa aparente, suor noturno, cansaço intenso e aumento do volume abdominal. A persistência desses sinais por semanas deve motivar investigação médica.

O diagnóstico é confirmado por meio de biópsia do linfonodo afetado. A Organização Mundial da Saúde classifica a doença em dois grandes grupos: o linfoma de Hodgkin clássico, responsável pela maioria dos casos, e o linfoma de Hodgkin de predomínio linfocitário nodular, mais raro e geralmente de evolução mais lenta. Após a confirmação, exames de imagem são realizados para definir o estágio da doença, etapa fundamental para orientar o tratamento.

O tratamento do linfoma de Hodgkin é considerado um marco da oncologia. A introdução da quimioterapia combinada transformou o prognóstico da doença, antes vista como incurável. Atualmente, a base do tratamento continua sendo a quimioterapia, isolada ou associada à radioterapia. Em casos de recidiva ou resistência, podem ser indicadas terapias mais avançadas, como anticorpos monoclonais, transplante de medula óssea e, em situações específicas, terapias celulares como a CAR-T cell.

Apesar dos possíveis efeitos colaterais do tratamento, como queda de cabelo, náuseas e fadiga, o linfoma de Hodgkin é um dos cânceres com maiores taxas de cura, especialmente quando diagnosticado precocemente. Após o tratamento, o acompanhamento médico é essencial para monitorar possíveis recidivas e efeitos tardios.

Embora compartilhem sintomas semelhantes, os linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin são doenças diferentes. O primeiro tende a se espalhar de forma mais previsível, facilitando o planejamento terapêutico, enquanto os não-Hodgkin formam um grupo mais heterogêneo, com comportamentos clínicos variados e tratamentos distintos.

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Tags: #DiagnósticoPrecoce#IsabelVeloso#JovensAdultos#LinfomaDeHodgkin#OncologiaCâncerSaúde
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