O Ministério da Saúde intensifica, durante a campanha Julho Verde, as ações de conscientização sobre o câncer de cabeça e pescoço, destacando a importância do diagnóstico precoce, da prevenção e do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A doença reúne diferentes tipos de tumores que podem atingir estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Especialistas alertam que identificar os sintomas logo no início aumenta significativamente as chances de cura e reduz o risco de sequelas.
Entre os principais sinais de alerta estão feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na cavidade oral, rouquidão persistente por mais de três semanas, dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, caroços no pescoço, sangramentos nasais frequentes e perda de peso sem explicação.
No caso do câncer de tireoide, o surgimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando cresce rapidamente ou é acompanhado de rouquidão e dificuldade para engolir, também exige avaliação médica.
Ao perceber qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Caso haja suspeita da doença, o paciente é encaminhado para atendimento especializado. O diagnóstico é confirmado por meio de biópsia e exame anatomopatológico.
O tratamento é oferecido pelo SUS por meio da Rede de Prevenção e Controle do Câncer e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação dessas terapias, conforme a avaliação clínica de cada paciente.
Segundo o Ministério da Saúde, quando o câncer é identificado nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, preservando funções essenciais como fala, respiração e deglutição.
Nos últimos cinco anos, o Sistema Único de Saúde realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.
Grande parte dos casos está associada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tumores também têm relação com a infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente o tipo HPV-16, considerado um importante fator de risco para o câncer de orofaringe.
Para reduzir o risco da doença, o Ministério da Saúde recomenda evitar o uso de cigarros e outros derivados do tabaco, limitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação equilibrada, realizar higiene bucal adequada, consultar regularmente o dentista e utilizar proteção nos lábios e no rosto durante a exposição ao sol.
Outra importante medida preventiva é a vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. O imunizante ajuda a prevenir infecções relacionadas a diversos tipos de câncer, incluindo alguns tumores que acometem a região da cabeça e do pescoço.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram





