O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, no último domingo (18), um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de criação comercial de perus para corte, localizado no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina. A ocorrência foi identificada durante uma investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial do estado.
Após a confirmação, a propriedade foi interditada, e a movimentação de aves foi suspensa como medida de prevenção. Segundo o ministério, as equipes responsáveis executarão ações de controle, contenção e erradicação do foco, seguindo as orientações do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que pode atingir aves domésticas e silvestres. Ela é causada por uma variante virulenta do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A identificação de casos exige medidas sanitárias para reduzir o risco de disseminação entre as criações.
A confirmação ocorreu após exames realizados pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), que recebeu amostras coletadas durante a investigação. A unidade é reconhecida pela OMSA como laboratório de referência internacional para o diagnóstico da doença, o que contribuiu para a confirmação oficial da ocorrência.
O Mapa destacou que, apesar da necessidade de reforçar os controles sanitários, os produtos de origem avícola submetidos à inspeção oficial continuam seguros para o consumo. De acordo com a pasta, não há contraindicação ao consumo desses alimentos, desde que atendam às exigências sanitárias e de fiscalização.
O governo brasileiro também informou que notificou a Organização Mundial de Saúde Animal e os parceiros comerciais do país sobre a ocorrência. A comunicação atende aos compromissos internacionais de transparência sanitária e permite que os países importadores avaliem eventuais medidas relacionadas ao comércio de produtos avícolas brasileiros.
Sobre possíveis impactos nas exportações, o secretário substituto de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Rafael Requião, afirmou que não havia informação concreta sobre a suspensão das vendas brasileiras ao exterior em razão do foco identificado em Santa Catarina. Segundo ele, ainda não existiam dados objetivos que permitissem confirmar qualquer restrição comercial.
As autoridades sanitárias seguem responsáveis pela execução das medidas previstas no protocolo de contingência, incluindo o controle da movimentação de aves e as ações necessárias para conter a ocorrência. O acompanhamento do caso será importante para avaliar a evolução da situação e eventuais reflexos para a produção avícola e o comércio internacional.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIR0 CAPIXABA no Instagram





