O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, lançaram na última terça-feira (28), na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o Fórum de Mulheres na Saúde. A iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com a equidade de gênero e com a valorização da presença feminina no Sistema Único de Saúde (SUS).
O novo espaço permanente de diálogo e construção coletiva tem como objetivo fortalecer as políticas públicas de saúde voltadas às mulheres, promovendo a saúde integral e ampliando a participação social no SUS.
“É uma alegria instalar esse fórum, uma demanda que combinamos durante a transição de governo. É um espaço de articulação da sociedade civil, pois acreditamos que qualquer política pública deve ter um espaço permanente de interação e cobrança das lideranças, sobretudo quando tratamos da saúde integral das mulheres — prioridade absoluta do presidente Lula e do Ministério da Saúde”, afirmou Padilha.
Saúde integral e representatividade feminina
O Fórum, de caráter consultivo e propositivo, abordará temas essenciais como saúde sexual e reprodutiva, atenção ao parto e pós-parto, menopausa, saúde menstrual, violência de gênero, saúde mental e prevenção de cânceres femininos. A próxima reunião está prevista para janeiro de 2026.
Atualmente, as mulheres representam 65% dos profissionais de saúde no país e 75% da força de trabalho do SUS — mais de 2 milhões de trabalhadoras que tornam o sistema público mais humano e próximo da população.
Ações complementares e políticas públicas
O lançamento do Fórum integra um conjunto de ações do Governo Federal voltadas à promoção dos direitos das mulheres e ao fortalecimento da atenção à saúde. Entre elas, o Programa Dignidade Menstrual, criado em 2024, já beneficia 3,7 milhões de brasileiras com a distribuição gratuita de 392 milhões de absorventes — investimento superior a R$ 195 milhões.
Outras políticas estratégicas incluem a Rede Alyne, que destina R$ 1,2 bilhão à atenção materna e infantil, e as Salas Lilás, espaços voltados ao acolhimento de mulheres vítimas de violência.
Durante o Outubro Rosa, o Ministério da Saúde também reforçou iniciativas voltadas à saúde da mulher, como a ampliação do acesso a métodos contraceptivos (incluindo o Implanon), a oferta de absorventes nas UBS para beneficiárias do Programa Dignidade Menstrual, o acesso à mamografia a partir dos 40 anos e a disponibilização de novos medicamentos e serviços de radioterapia para o tratamento do câncer de mama.
O Fórum é coordenado pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério das Mulheres. A mesa inaugural contou com a presença de lideranças femininas, representantes de movimentos sociais de todo o país, além da segunda-dama Lu Alckmin e das empresárias Luiza Trajano e Luiza Brunet, que reforçaram o compromisso coletivo com a saúde, os direitos e a equidade das mulheres no Brasil.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram





