Em alusão ao Dia Mundial de Combate às Meningites, celebrado em 5 de outubro, o Ministério da Saúde realizou, naúltima terça-feira (7/10), um webinário transmitido ao vivo para todo o país, com participação de 800 internautas. O evento teve como objetivo atualizar profissionais de saúde e a população sobre as meningites infecciosas, com ênfase nas bacterianas, em especial a meningocócica, e na atuação integrada da vigilância epidemiológica, atenção primária, atenção especializada e emergências em saúde pública.
O Brasil foi o primeiro país das Américas a criar um plano nacional de enfrentamento da meningite até 2030. Para a coordenadora-geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Greice Madeleine Ikeda, o webinário reforça a importância da atualização profissional e da disseminação de informações confiáveis sobre a doença.
O evento contou com palestras de especialistas, entre eles Suelen Caroline Santiago, presidente da Associação Brasileira de Combate à Meningite; Manoella do Monte Alves, chefe da UTI do Hospital de Infectologia Giselda Trigueiro; Flávia Alvarenga, coordenadora de apoio à imunização; Júlia Chaves, consultora técnica da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar; e Marina Nascimento, da Rede de Informações Estratégicas em Vigilância e Resposta.
Durante o webinário, foram abordados relatos de sobreviventes, manejo clínico das meningites bacterianas, prevenção e cuidado na atenção primária, além da importância da busca ativa de casos e do monitoramento digital de suspeitas da doença.
Sobre a meningite
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença, endêmica no Brasil, pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e parasitas, sendo as formas bacteriana e viral as mais graves e de maior relevância para a saúde pública. A transmissão ocorre principalmente por vias respiratórias ou, em alguns casos, pelo contato fecal-oral.
Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náusea, vômitos, irritabilidade, sensibilidade à luz, dores musculares e articulares, manchas vermelhas na pele, respiração acelerada e calafrios. A prevenção é realizada por meio de vacinação e quimioprofilaxia.
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