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Aleitamento materno exclusivo chega a 59% entre bebês acompanhados pelo SUS

Dados parciais de 2026 mostram avanço em relação aos 57% registrados em 2024 e 2025; meta da OMS para 2030 é alcançar 60%.

redação Por redação
18/08/2026 - 08:15
em Saúde
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Aleitamento materno exclusivo chega a 59% entre bebês acompanhados pela Atenção Primária do SUS em 2026, segundo dados do Sisvan.

Imagem:Agência Gov/Via Saúde

A taxa de aleitamento materno exclusivo entre bebês de até seis meses acompanhados pela Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS) chegou a 59% em 2026, de acordo com dados parciais do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan).

O resultado representa avanço em relação aos dois anos anteriores. Em 2024 e 2025, a cobertura registrada entre os bebês acompanhados pela APS foi de 57%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu como meta alcançar 60% de aleitamento materno exclusivo entre crianças menores de seis meses até 2030.

O indicador considera os bebês acompanhados pelas equipes da Atenção Primária e que recebem exclusivamente leite materno, sem oferta de água, chás, sucos, outros líquidos ou alimentos.

Os dados do Sisvan não representam toda a população brasileira. O levantamento considera especificamente crianças que realizam acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

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Já o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019), que possui representatividade nacional, apontou que 45,8% das crianças brasileiras de zero a seis meses recebiam exclusivamente leite materno.

Para ter acesso ao acompanhamento da Atenção Primária à Saúde, as famílias devem procurar uma Unidade Básica de Saúde. O atendimento pode começar ainda durante a gestação e continuar após o nascimento da criança.

Nas UBS, as famílias recebem acompanhamento durante a gestação, o período pós-parto e o desenvolvimento infantil. Os profissionais também podem orientar sobre amamentação e oferecer apoio diante das dificuldades que podem surgir durante esse período.

A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, destacou a importância do acompanhamento contínuo oferecido pelas equipes do SUS.

Segundo ela, o atendimento próximo às famílias contribui para ampliar o apoio às mulheres durante a gestação e depois do nascimento dos bebês.

O Sisvan é utilizado como ferramenta da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). O sistema reúne informações que auxiliam na elaboração de políticas públicas relacionadas à alimentação adequada e saudável e à prevenção de problemas nutricionais.

O mês de agosto é dedicado à conscientização e ao incentivo ao aleitamento materno. A campanha, conhecida como Agosto Dourado, foi instituída pela Lei Federal nº 13.435/2017.

A legislação também prevê ações de conscientização sobre a importância da amamentação. Em 2025, a Lei nº 15.221 instituiu a Semana Nacional de Conscientização sobre os Cuidados com as Gestantes e as Mães, realizada na semana de 15 de agosto.

O Ministério da Saúde desenvolve diferentes estratégias de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Entre as iniciativas estão a ação Mulher Trabalhadora que Amamenta, a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, a Iniciativa Hospital Amigo da Criança, o Método Canguru e a atuação dos Bancos de Leite Humano e Postos de Coleta.

Também fazem parte das políticas públicas as campanhas de mobilização social e a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL).

Uma das principais ações desenvolvidas na Atenção Primária é a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, que promove a capacitação de profissionais das UBS para orientar famílias sobre aleitamento materno e alimentação complementar adequada e saudável.

Atualmente, o programa conta com 9.171 tutores formados, distribuídos em 2.384 municípios brasileiros.

A recomendação da OMS e do Ministério da Saúde é que o aleitamento materno seja iniciado ainda na primeira hora após o nascimento e continue até os dois anos de idade ou mais. Nos primeiros seis meses, a orientação é pela amamentação exclusiva.

O aleitamento materno está associado à proteção contra diferentes doenças e infecções durante a infância. Também contribui para o crescimento e o desenvolvimento da criança e pode reduzir riscos relacionados a problemas de saúde ao longo da vida.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a amamentação pode reduzir a mortalidade de crianças menores de cinco anos por causas preveníveis.

Para as mulheres, a prática também está associada a benefícios à saúde, incluindo menor risco de algumas doenças e complicações no período pós-parto.

Apesar dos avanços registrados, manter o aleitamento materno exclusivo até os seis meses pode representar um desafio para muitas famílias.

Entre os fatores que podem dificultar esse processo estão o retorno da mãe ao trabalho antes dos seis meses de vida do bebê, a falta de uma rede de apoio e a circulação de informações incorretas sobre amamentação.

Também podem ocorrer dificuldades relacionadas à produção de leite, inflamações das mamas e problemas na pega ou na sucção do bebê.

Nesse contexto, o acompanhamento das famílias pelas equipes de saúde pode contribuir para identificar dificuldades, esclarecer dúvidas e oferecer orientação adequada.

Com o índice parcial de 59% em 2026, o aleitamento materno exclusivo entre bebês acompanhados pela Atenção Primária do SUS se aproxima da meta de 60% estabelecida pela OMS para 2030.

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Tags: #AgostoDourado#AleitamentoMaterno#Amamentacao#atençãoprimária#MinistériodaSaúde#PrimeiraInfância#SaúdeInfantil#SaúdeMaterna#SisvanSUS
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