A violência provocada por facções criminosas voltou a dominar os debates na Assembleia Legislativa do Espírito Santo durante a sessão ordinária na última terça-feira (26). Parlamentares cobraram ações mais firmes do poder público após a chacina registrada no último sábado (23), no bairro Flexal II, em Cariacica, que deixou quatro pessoas da mesma família mortas.
O deputado Lucas Polese utilizou o microfone de aparte no início da sessão para criticar o avanço das organizações criminosas no estado e cobrar respostas mais duras das autoridades de segurança pública.
“O crime organizado ocupando território, se expandindo e matando trabalhador. Isso deveria ter uma resposta do poder público”, afirmou o parlamentar.
Segundo Polese, outros episódios recentes também demonstram o fortalecimento das facções criminosas no Espírito Santo, como o assassinato de uma mulher na Serra após ela não abaixar o vidro do carro, além de ameaças contra policiais em Colatina durante ações contra serviços clandestinos de internet controlados pelo tráfico.
O deputado afirmou que determinadas regiões vivem sob influência de um “estado paralelo”, com domínio territorial exercido por organizações criminosas.
“O que mais nos assusta é o controle de território e o terror imposto às comunidades”, declarou.
Críticas ao combate à violência
O deputado Alcântaro Filho também comentou a chacina em Cariacica e lamentou a morte das vítimas.
“O que mais nos assusta, além dessa criminalidade absurda, é o silêncio de um governo que disse que iria reprimir a violência no estado”, criticou.
Segundo o parlamentar, as facções criminosas continuam ampliando influência em diversas regiões diante daquilo que classificou como falta de reação efetiva do poder público.
Santa Casa de Iúna preocupa parlamentares
Além do debate sobre segurança pública, a sessão também abordou a situação da Santa Casa de Iúna. Em discurso na tribuna, o deputado Coronel Weliton relatou preocupação com informações de que o hospital estaria sem leitos para internação pediátrica.
“Estamos falando de um serviço essencial para atendimento de crianças que necessitam de observação, internação e acompanhamento médico”, afirmou.
O parlamentar destacou ainda que a unidade hospitalar atende não apenas moradores de Iúna, mas também pacientes de municípios vizinhos da região.
Segundo Coronel Weliton, o mandato deverá solicitar esclarecimentos à Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo para entender os motivos da retirada dos leitos pediátricos e identificar se a decisão partiu da gestão hospitalar, do município ou do governo estadual.
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