O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou no último domingo (5) que a redução das tensões com o Irã depende de uma mudança de postura dos Estados Unidos, especialmente com o abandono da chamada “linguagem de ultimatos”.
A declaração foi feita durante conversa telefônica com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi. Segundo comunicado oficial do governo russo, Moscou defende a retomada das negociações como caminho para uma solução duradoura no Oriente Médio.
“A normalização sustentável da situação seria facilitada pelo retorno à via da negociação”, destacou a chancelaria russa.
Alerta para ataques e risco nuclear
Durante a conversa, os dois ministros ressaltaram a necessidade de interromper ataques contra infraestruturas civis e energéticas, incluindo a usina nuclear de Bushehr, que está sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica.
Lavrov e Araghchi alertaram que ações desse tipo podem colocar em risco trabalhadores e provocar um desastre nuclear com impacto em toda a região.
Escalada no Oriente Médio
O atual cenário de tensão se intensificou após ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em fevereiro.
Os ataques resultaram na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de outros altos dirigentes do país. Após sua morte, Mojtaba Khamenei foi apontado como sucessor.
Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra Israel e bases americanas na região, ampliando o risco de conflito em larga escala.
Impactos globais
A crise também tem efeitos econômicos. O Irã restringiu o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o que elevou os preços internacionais dos combustíveis.
Diante desse cenário, a Rússia reforça a necessidade de evitar novas ações militares e priorizar soluções diplomáticas para conter a escalada do conflito.
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