O governo do Nepal, liderado por partidos de esquerda, implementou restrições temporárias em redes sociais a partir de segunda-feira (8/9) na tentativa de conter a disseminação de notícias falsas, conhecidas como “fake news”. A medida, anunciada oficialmente como ação de proteção à informação pública, provocou forte reação da população desde o primeiro dia, que acusa o governo de censura e de cercear a liberdade de expressão.
Segundo autoridades locais, a ação buscava prevenir a propagação de boatos e desinformação em um período de intensa atividade política e social. Plataformas como Facebook, Twitter e TikTok tiveram acesso limitado em diversas regiões do país, afetando milhões de usuários.
No entanto, a resposta popular foi imediata. Cidadãos organizaram protestos online e offline, criticando a medida como excessiva e autoritária, argumentando que o bloqueio não resolve o problema da desinformação, mas sim restringe o direito de acesso à informação.
Especialistas em tecnologia e direitos digitais apontam que ações de censura podem gerar efeito reverso, incentivando o uso de VPNs e outras ferramentas para contornar bloqueios, além de aumentar a desconfiança da população em relação ao governo.
O governo do Nepal ainda não divulgou um prazo para o término das restrições, mas afirma que a medida é temporária e visa proteger a população de informações enganosas durante o período de instabilidade política.
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