Um tribunal de Los Angeles, nos Estados Unidos, condenou a Johnson & Johnson a pagar US$ 966 milhões à família de Mae Moore, de 88 anos, que morreu de mesotelioma, um tipo raro de câncer relacionado à exposição ao amianto. A idosa teria desenvolvido a doença após anos de uso do talco para bebês da marca.
O processo foi aberto em 2021, com a família alegando que o produto continha fibras de amianto, substância altamente cancerígena, responsável pelo desenvolvimento da doença.
Na decisão desta segunda-feira (6), o júri determinou o pagamento de US$ 16 milhões em indenização compensatória e US$ 950 milhões em danos punitivos. A empresa ainda pode recorrer, uma vez que a Suprema Corte dos EUA estabelece que o valor dos danos punitivos não deve ultrapassar nove vezes o montante da indenização compensatória.
Em nota, a Johnson & Johnson afirmou que seus produtos são seguros, livres de amianto e que “não causam câncer”. A companhia ressaltou ainda que retirou o talco tradicional do mercado norte-americano em 2020, substituindo-o por uma versão à base de amido de milho.
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