O governo da China condenou nesta quinta-feira (19) os assassinatos de autoridades iranianas e os ataques contra civis durante a escalada do conflito no Oriente Médio. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, que classificou as ações como “inaceitáveis”.
Segundo o representante chinês, o país mantém uma posição histórica contrária ao uso da força nas relações internacionais, destacando que a eliminação de líderes estatais e ataques a civis agravam ainda mais a instabilidade global.
A manifestação ocorre após uma série de ataques atribuídos a Israel contra o Irã. Entre as vítimas está Ali Larijani, apontado como uma das principais autoridades do sistema de segurança iraniano. Também morreram o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani, e o ministro da Inteligência iraniano, Esmaeil Khatib, conforme informações divulgadas por autoridades locais.
Em resposta, o Irã lançou ataques contra alvos israelenses e bases ligadas aos Estados Unidos no Oriente Médio, ampliando o alcance da guerra na região. A troca de ofensivas tem elevado o nível de tensão e aumentado o número de vítimas.
O conflito ganhou nova dimensão após a ofensiva conjunta de Estados Unidos e Israel, iniciada em 28 de fevereiro, quando diversas áreas de Teerã foram atingidas por explosões. O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou a participação do país na operação militar.
Desde então, os confrontos se intensificaram, com ataques a infraestruturas estratégicas e sucessivas retaliações. O número de mortos no Irã já ultrapassa 1.300 pessoas, segundo estimativas divulgadas por autoridades.
Diante desse cenário, a China voltou a defender uma solução diplomática. Autoridades iranianas indicaram anteriormente que Pequim poderia atuar como mediadora, lembrando o papel do país na reaproximação entre Irã e Arábia Saudita.
Além da China, a Rússia também condenou as ações militares, classificando os ataques contra líderes iranianos como inaceitáveis. O posicionamento das duas potências reforça a pressão internacional por uma desescalada do conflito.
A crise no Oriente Médio já provoca impactos globais, especialmente no setor energético, com alta nos preços do gás e do petróleo, além de preocupações com a segurança em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.
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