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Petróleo dispara após ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã

Brent sobe mais de 7%, Petrobras avança na B3 e temor sobre o Estreito de Ormuz pressiona mercados globais.

redação Por redação
02/03/2026 - 14:58
em Economia
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Petróleo sobe mais de 7% após ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã, pressionado pelo temor de bloqueio do Estreito de Ormuz e impactos globais.

Imagem:Valter Campanato/Agência Brasil

O preço do petróleo no mercado internacional disparou na manhã desta segunda-feira (2), primeiro dia útil após a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. O conflito elevou a tensão geopolítica e acendeu o alerta sobre possíveis impactos no abastecimento global da commodity.

Pouco depois das 12h, o contrato futuro do petróleo tipo Brent, referência internacional, era negociado em Londres próximo de US$ 79 o barril, alta de cerca de 7,6%. Já o WTI, negociado em Nova York, subia aproximadamente 6%, cotado pouco acima de US$ 71 o barril.

No Brasil, os reflexos também foram imediatos. As ações da Petrobras eram negociadas a R$ 44,39 na B3, com valorização de 3,90% pouco antes das 13h.

Estreito de Ormuz no centro das preocupações

Analistas apontam que a disparada do petróleo reflete, principalmente, o temor em relação ao Estreito de Ormuz, passagem estratégica localizada ao sul do Irã, por onde circulam cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

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Segundo o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, o estreito é a principal rota de escoamento do petróleo produzido por países como Irã, Arábia Saudita e Iraque. Para ele, qualquer interrupção no tráfego provoca impacto imediato na oferta global.

No sábado, dia dos primeiros ataques, houve relatos de centenas de embarcações ancoradas sem conseguir atravessar a passagem, reforçando a volatilidade do mercado.

Produção não é o problema, mas sim a logística

O gerente da tesouraria do Banco Daycoval, Otávio Oliveira, avalia que a maior preocupação não está na produção, mas na logística de transporte. Ele lembra que a Opep+ anunciou aumento da produção para garantir a oferta.

Ainda assim, Oliveira ressalta que o fechamento do Estreito de Ormuz poderia causar desorganização nas cadeias produtivas globais. Mesmo sendo exportador de petróleo, o Brasil poderia sentir os efeitos, já que importa derivados, que chegariam mais caros ao país.

Impactos na inflação, juros e dólar

De acordo com Sartori, caso o conflito se prolongue, a alta do petróleo pode pressionar preços ao consumidor, provocando um repique inflacionário. Esse cenário pode influenciar decisões do Banco Central do Brasil e do Copom sobre o ritmo de cortes na taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano.

O dólar também reagiu ao cenário externo. Pouco depois das 12h, a moeda americana era cotada perto de R$ 5,20, com alta próxima de 1%, interrompendo uma sequência recente de quedas. Segundo analistas, o movimento reflete a chamada “fuga do risco”, quando investidores buscam ativos considerados mais seguros em momentos de incerteza global.

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Tags: #estreitodeOrmuz#mercadointernacionalBrentDólarEconomiaGeopolíticaIrãPetrobrasPetróleo
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