Um modelo inovador de produção agrícola tem transformado o cultivo de dendê no município de Tomé-Açu, no nordeste do Pará. A adoção do sistema agroflorestal, que integra culturas como cacau e açaí, vem aumentando a produtividade, recuperando o solo e promovendo ganhos econômicos mais sustentáveis para os produtores.
Tradicionalmente cultivado em monocultura, o dendê — base para a produção de óleo de palma — passa a dividir espaço com outras espécies agrícolas e florestais. Essa diversificação cria um ambiente mais equilibrado, melhora a fertilidade do solo e reduz a necessidade de insumos químicos, como fertilizantes e defensivos.
O sistema agroflorestal também contribui para a conservação ambiental, ao preservar a biodiversidade e reduzir a pressão por desmatamento. A combinação de diferentes culturas permite maior cobertura vegetal, o que protege o solo contra erosão e melhora a retenção de água.
Além dos benefícios ambientais, o modelo tem impacto direto na renda dos agricultores. Com a produção simultânea de dendê, cacau e açaí, os produtores conseguem diversificar suas fontes de receita e reduzir riscos financeiros associados à oscilação de preços de uma única cultura.
Outro diferencial é a estabilidade produtiva ao longo do ano. Enquanto o dendê tem ciclos específicos de colheita, culturas como o açaí e o cacau oferecem colheitas em períodos distintos, garantindo fluxo contínuo de renda.
Especialistas apontam que o sucesso do modelo em Tomé-Açu pode servir de referência para outras regiões produtoras do Brasil, especialmente em áreas da Amazônia onde há necessidade de conciliar produção agrícola com preservação ambiental.
O avanço do sistema agroflorestal reforça uma tendência global de agricultura sustentável, alinhada às demandas por produção responsável e redução dos impactos ambientais, sem abrir mão da eficiência econômica.
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