O mercado de trabalho brasileiro apresentou melhora no segundo trimestre de 2026. A taxa de desemprego caiu para 5,4%, ante os 6,1% registrados nos primeiros três meses do ano, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as 27 unidades da Federação, 11 registraram taxas de desemprego abaixo da média nacional. Em cinco estados, o indicador ficou inferior a 3%.
Santa Catarina apresentou a menor taxa do país, com 2,1%. Na sequência aparecem Mato Grosso, com 2,2%; Espírito Santo, com 2,3%; Rondônia, com 2,6%; e Mato Grosso do Sul, com 2,7%.
Confira as taxas de desemprego no segundo trimestre de 2026:
Santa Catarina: 2,1%
Mato Grosso: 2,2%
Espírito Santo: 2,3%
Rondônia: 2,6%
Mato Grosso do Sul: 2,7%
Paraná: 3,1%
Minas Gerais: 3,8%
Goiás: 4,0%
Tocantins: 4,1%
Rio Grande do Sul: 4,2%
Roraima: 5,0%
Brasil: 5,4%
Paraíba: 5,4%
São Paulo: 5,4%
Rio Grande do Norte: 5,6%
Maranhão: 6,0%
Pará: 6,2%
Distrito Federal: 6,5%
Acre: 6,6%
Ceará: 6,6%
Rio de Janeiro: 7,1%
Amazonas: 7,5%
Alagoas: 7,9%
Sergipe: 7,9%
Piauí: 8,3%
Pernambuco: 8,3%
Bahia: 9,1%
Amapá: 9,8%
Diferenças entre os estados
De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, as diferenças observadas entre as unidades da Federação estão relacionadas a fatores como o nível de industrialização, o desempenho da atividade econômica e o grau de instrução da população.
Segundo o pesquisador, os estados da região Sul apresentam indicadores de desemprego mais baixos do que os observados em grande parte das unidades do Norte e Nordeste.
O IBGE também identificou redução da taxa de desemprego em 13 unidades da Federação durante o segundo trimestre. Nas demais localidades, o indicador permaneceu estável.
As maiores quedas foram observadas no Rio Grande do Norte, com redução de 1,9 ponto percentual; na Paraíba e no Acre, ambos com queda de 1,6 ponto percentual; e em Tocantins, que apresentou recuo de 1,5 ponto percentual.
Veja as variações:
Rio Grande do Norte: -1,9 ponto percentual
Paraíba: -1,6 ponto percentual
Acre: -1,6 ponto percentual
Tocantins: -1,5 ponto percentual
Alagoas: -1,3 ponto percentual
Minas Gerais: -1,2 ponto percentual
Mato Grosso do Sul: -1,1 ponto percentual
Goiás: -1 ponto percentual
Rondônia: -1 ponto percentual
Maranhão: -0,9 ponto percentual
Espírito Santo: -0,9 ponto percentual
Mato Grosso: -0,9 ponto percentual
Santa Catarina: -0,6 ponto percentual
A Pnad Contínua acompanha a situação do mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais. O levantamento considera diferentes formas de ocupação, incluindo empregos com ou sem carteira assinada, trabalhos temporários e atividades por conta própria.
Para ser classificada como desocupada, a pessoa precisa estar sem trabalho e ter procurado efetivamente uma oportunidade de emprego no período de referência estabelecido pela pesquisa.
O levantamento é realizado em aproximadamente 211 mil domicílios distribuídos pelos estados e pelo Distrito Federal.
Outro destaque do levantamento foi a redução do número de pessoas que estavam procurando trabalho havia dois anos ou mais.
No segundo trimestre, cerca de 1,06 milhão de pessoas estavam nessa situação. Segundo o IBGE, trata-se do menor contingente registrado desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
Na comparação com o mesmo período de 2025, houve redução de 15,6% no número de pessoas em situação de desemprego de longa duração. Os dados também mostram diferenças na taxa de desemprego entre grupos da população.
Entre os homens, o indicador ficou em 4,6%, abaixo da média nacional de 5,4%. Entre as mulheres, a taxa foi de 6,4%.
Na divisão por cor ou raça, a taxa de desocupação ficou em 6,9% entre pessoas pretas e em 6,1% entre pessoas pardas. Entre pessoas brancas, o índice foi de 4,2%.
O IBGE utiliza as categorias de cor ou raça autodeclaradas preta, parda e branca, entre outras. Já o Estatuto da Igualdade Racial define população negra como o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas ou pardas.
Os números mostram que, apesar da redução do desemprego no país, o comportamento do mercado de trabalho permanece diferente entre os estados e entre os diversos grupos da população.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram





