O preço da cesta básica de alimentos apresentou queda em 24 das 27 capitais brasileiras no mês de agosto de 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (5/9) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
As maiores reduções foram registradas em Maceió (-4,10%), Recife (-4,02%), João Pessoa (-4,00%), Natal (-3,73%), Vitória (-3,12%) e São Luís (-3,06%). Apenas Macapá (AP), Palmas (TO) e Rio Branco (AC) apresentaram alta nos preços.
Entre os produtos que mais contribuíram para a queda estão arroz, feijão, carne bovina, batata, tomate, açúcar e café em pó. O tomate, por exemplo, teve redução de até -26,83% em Brasília, enquanto o arroz registrou queda de quase -9% em Macapá.
Apesar da retração, São Paulo continua liderando com a cesta mais cara do país, no valor de R$ 850,84, seguida por Florianópolis (R$ 823,11), Porto Alegre (R$ 811,14) e Rio de Janeiro (R$ 801,34). Os menores valores médios foram observados em Aracaju (R$ 558,16), Maceió (R$ 596,23), Salvador (R$ 616,23) e Natal (R$ 622,00).
Na comparação anual, entre agosto de 2024 e agosto de 2025, todas as capitais analisadas tiveram aumento, com variações de 3,37% em Belém a 18,01% em Recife. Já no acumulado de dezembro de 2024 a agosto de 2025, 13 capitais tiveram elevação e 4 registraram queda.
Vale destacar que, no final de 2024, a Conab e o DIEESE firmaram uma parceria com o objetivo de monitorar os preços da cesta básica de alimentos, como forma de contribuir para a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e para a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Entre os avanços proporcionados pela iniciativa, está a ampliação da coleta de preços, que passou de 17 para 27 capitais brasileiras. Os resultados da pesquisa contemplando todas essas capitais começaram a ser divulgados no mês passado.
Outro dado importante é o impacto no orçamento do trabalhador. Em agosto de 2025, o tempo médio necessário para adquirir a cesta foi de 101 horas e 31 minutos, inferior ao registrado em julho (103 horas e 40 minutos). O salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família foi calculado em R$ 7.147,91, equivalente a 4,71 vezes o mínimo vigente (R$ 1.518,00).
Para a economista do Dieese, Patrícia Costa, os resultados demonstram uma tendência positiva: “Os números mostram queda nos preços dos alimentos, o que traz alívio ao orçamento das famílias, mesmo em um cenário internacional de tarifas elevadas”.
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