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BC diz que liquidação do conglomerado Master não abalou sistema financeiro brasileiro

Relatório aponta que maior parte dos recursos devolvidos pelo FGC migrou para grandes bancos e reforça solidez do sistema bancário nacional.

redação Por redação
26/05/2026 - 08:00
em Economia
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Banco Central afirma que liquidação do conglomerado Master não gerou risco sistêmico e destaca solidez do sistema financeiro brasileiro.

Imagem: Marcello Casal JrAgência Brasil

O Banco Central do Brasil afirmou na última segunda-feira (25) que a liquidação extrajudicial das instituições ligadas ao conglomerado Master não provocou impactos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A avaliação consta no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025, divulgado pela autoridade monetária.

Segundo o documento, os recursos ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) migraram majoritariamente para bancos de maior porte após a liquidação do grupo financeiro.

“O BC considera que não há risco relevante para a estabilidade financeira. O SFN permanece com capitalização e liquidez confortáveis”, destacou o relatório.

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Recursos migraram para grandes bancos

Entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro deste ano, o Fundo Garantidor de Créditos devolveu R$ 37,7 bilhões a clientes do Master, Master BI e Letsbank.

Image

Do total ressarcido:

  • R$ 20,77 bilhões foram direcionados para títulos emitidos por instituições financeiras;
  • R$ 1,47 bilhão foi aplicado em títulos privados;
  • R$ 15,46 bilhões tiveram outras destinações.

Segundo o Banco Central, os maiores bancos do país absorveram a maior parte desses recursos.

As instituições classificadas como S1 — categoria que reúne bancos com ativos equivalentes a pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ou com atuação internacional relevante — concentraram 40,9% dos valores. Já os bancos classificados como S2 receberam 24,2% dos recursos devolvidos pelo FGC.

Monitoramento detalhado

Durante a apresentação do relatório, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, afirmou que toda a movimentação financeira foi acompanhada de forma detalhada pela autoridade monetária. Segundo ele, o acompanhamento ocorreu “CPF por CPF e CNPJ por CNPJ”.

Aquino ressaltou ainda que o conglomerado Master representava cerca de 0,1% dos ativos totais do sistema bancário brasileiro, o que limitou os impactos da liquidação.

Na semana passada, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também minimizou os riscos sistêmicos envolvendo o caso.

Sistema financeiro segue sólido

O Banco Central reiterou que o sistema financeiro brasileiro permanece sólido mesmo diante do cenário de juros elevados e aumento da inadimplência.

Segundo o relatório, os testes de estresse realizados pela autoridade monetária indicam que os bancos mantêm capacidade de resistência em cenários adversos.

O BC também informou que a rentabilidade das instituições financeiras ficou praticamente estável no segundo semestre de 2025.

De acordo com a análise, o crescimento dos resultados operacionais compensou o aumento das despesas com provisões para perdas. O documento aponta ainda que houve desaceleração do crédito em 2025 tanto para famílias quanto para empresas.

Entre as pessoas físicas, o Banco Central identificou aumento do comprometimento da renda e crescimento da inadimplência em diversas modalidades de crédito.

Apesar disso, o órgão afirmou que os bancos continuam com provisões suficientes para absorver perdas esperadas. O relatório também destacou o crescimento do Pix no sistema de pagamentos brasileiro.

Segundo o Banco Central, o sistema respondeu por 29% das transações no varejo durante o segundo semestre de 2025.

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Tags: #BancoCentral#EconomiaBrasileira#EstabilidadeFinanceira#GabrielGalípolo#mercadofinanceiro#Pix#SistemaFinanceiroBancosBCBrasilCréditoEconomiaFGC
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