Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
Nada encontrado
Ver todos os resultados

Atas e e-mails da Apex abrem nova frente sobre quem participou das decisões que levaram plataforma de investimentos à crise

Fundador afastado quer documentos sobre compra de 15,5% da CVC, debêntures da Rhino e fundo Carbyne; tese de decisões compartilhadas pode ampliar o foco sobre executivos e comitês da gestora, entre eles Pedro Ferraço, filho do governador do Espírito Santo

redação Por redação
20/08/2026 - 12:09
em Economia
A A
Cinelli vai à Justiça por atas e e-mails da Apex e abre nova frente sobre quem participou das decisões que levaram à crise

Fernando Cinelli | Foto: Divulgação.

A crise da Apex Partners ganhou um novo capítulo que pode alterar o eixo das responsabilidades dentro da gestora capixaba. Afastado da presidência da plataforma de investimentos, o executivo Fernando Cinelli recorreu à Justiça para ter acesso a atas, contratos, e-mails e outros documentos internos de 12 empresas do grupo.

O objetivo declarado pela defesa é demonstrar que as decisões financeiras que estão no centro do rombo estimado em pelo menos R$ 985,6 milhões não eram tomadas exclusivamente por ele.

A informação foi revelada pelo UOL, que teve acesso aos termos da ação. Segundo a reportagem, os documentos pedidos por Cinelli estão relacionados a três operações consideradas centrais para entender a crise: a aquisição de 15,5% da CVC Corp, a emissão de R$ 452,1 milhões em debêntures por meio da Rhino Securitizadora e a gestão do fundo BRM Carbyne.

A estratégia jurídica apresentada pelo fundador afastado é clara: contestar a versão segundo a qual ele e o então diretor financeiro Eduardo Siqueira teriam concentrado decisões e ocultado a real dimensão das obrigações assumidas pelo grupo.

Leia Também

Atividade econômica do Brasil cresce 0,3% em agosto, aponta Banco Central

Petrobras alcança valor de mercado recorde de R$ 800 bilhões na Bolsa

Na ação, a defesa sustenta que a administração da Apex funcionava por meio de uma estrutura compartilhada, com comitês e grupos de trabalho envolvidos nas principais operações. Se essa tese for comprovada pelos documentos, a apuração sobre a crise poderá deixar de se concentrar exclusivamente nos dois executivos afastados e alcançar outros integrantes da cadeia decisória da companhia.

É neste ponto que o processo ganha especial interesse no Espírito Santo.

Atas podem mostrar quem aprovou as operações

Cinelli quer que a Justiça obrigue a Apex e outras empresas relacionadas ao grupo a disponibilizarem registros internos capazes de reconstruir o processo de decisão.

Atas de reuniões podem indicar quem participou das deliberações. E-mails podem revelar quem recebeu informações, apresentou propostas, levantou objeções ou autorizou o andamento das operações. Contratos, por sua vez, podem esclarecer responsabilidades individuais e a estrutura de aprovação utilizada pela companhia.

O pedido não significa que esses documentos necessariamente comprometerão outros executivos. Também não significa que a tese apresentada por Cinelli esteja comprovada.

Mas a documentação pode responder uma pergunta que passou a ser central desde o início da crise: afinal, quem sabia e quem decidiu?

Segundo o UOL, Cinelli afirma que as escolhas relacionadas às operações hoje apontadas como origem da crise passavam por comitês e grupos de trabalho e não permaneciam concentradas em uma ou duas pessoas. A Justiça ainda não determinou a entrega imediata do material.

Em decisão posterior ao ajuizamento da ação, a 7ª Vara Cível de Vitória determinou a citação da Apex e das demais empresas envolvidas para que se manifestem em 15 dias úteis. O juiz Marcos Assef do Vale Depes decidiu ouvir as empresas antes de analisar definitivamente o pedido de exibição dos documentos.

Compra da CVC está no centro da disputa

Um dos conjuntos de documentos mais importantes pedidos por Cinelli diz respeito à aquisição de participação na CVC Corp.

Entre 2025 e 2026, a Apex adquiriu mais de 15% da companhia de turismo. Segundo o UOL, a operação não teria sido financiada apenas com capital próprio da gestora, mas também por estruturas que envolviam recursos dentro de um ecossistema de investimentos de aproximadamente R$ 17,5 bilhões.

O ponto mais delicado está no mecanismo utilizado para atrair investidores.

Conforme a reportagem do UOL, investidores teriam recebido uma estrutura que lhes permitiria participar da valorização das ações da CVC, mas, em caso de queda ou estagnação dos papéis, haveria compromisso de remuneração mínima atrelada ao CDI.

Quando as ações da CVC sofreram forte desvalorização, o compromisso passou a pressionar o caixa da Apex. Dos R$ 985,6 milhões de passivo bruto preliminar apresentado pelo grupo, aproximadamente R$ 309,8 milhões estariam relacionados a obrigações decorrentes desse mecanismo de cashback oferecido a cerca de 1.600 posições de clientes.

É justamente sobre essa operação que Cinelli quer conhecer formalmente os registros de aprovação.

Documentos podem esclarecer papel de Pedro Ferraço

A disputa judicial também pode ajudar a esclarecer uma questão que ganhou dimensão política no Espírito Santo: qual foi a participação efetiva de Pedro Chieppe Ferraço, filho do governador Ricardo Ferraço (MDB), nas decisões da Apex?

Pedro não era um personagem externo à empresa. Documentos societários e reportagens da revista Veja o identificam como cofundador, vice-presidente da Apex e head da APX Investimentos. Em dezembro de 2025, ele também se tornou acionista direto da Apex Partners Gestão de Ativos, depois de converter R$ 500 mil em debêntures em ações da companhia.

A própria Veja também identificou Pedro como vice-presidente institucional e acionista da Apex durante o período em que a estrutura financeira do grupo se expandia.

Isso, por si só, não prova que Pedro tenha participado da aprovação da compra das ações da CVC ou das decisões que produziram as inconsistências identificadas posteriormente.

Mas torna relevante saber se seu nome aparece nas atas, grupos de trabalho, comitês, e-mails ou demais registros agora reivindicados judicialmente por Cinelli.

Se a tese do fundador afastado estiver correta e as grandes operações efetivamente passavam por decisões colegiadas, será necessário identificar quais executivos faziam parte dessas instâncias e qual era o nível de informação disponível para cada um deles.

Até agora, não há documento público demonstrando que Pedro tenha aprovado a estratégia envolvendo a CVC ou participado de eventual irregularidade.

Cargo de vice-presidente aumenta necessidade de esclarecimento

A condição de vice-presidente ganha peso justamente porque a defesa de Cinelli contesta a ideia de uma administração centralizada.

Em uma empresa com estrutura de governança dividida entre presidência, vice-presidências, diretorias, comitês e grupos de trabalho, a responsabilização por uma determinada operação depende das atribuições efetivas de cada integrante e das regras internas de aprovação.

Não basta saber qual cargo aparecia em cartões de visita ou apresentações institucionais.

É necessário saber quem recebeu informações, quem participou dos comitês, quem votou, quem autorizou, quem assinou documentos e quem tinha competência para interromper uma operação.

É exatamente esse tipo de resposta que as atas e correspondências internas podem fornecer.

Por isso, a iniciativa de Cinelli pode produzir um efeito que ultrapassa sua própria defesa: abrir a estrutura decisória da Apex para escrutínio judicial.

Pedro também assumiu compliance da Rhino

Existe ainda outro elo relevante. Em janeiro deste ano, Pedro Ferraço foi eleito diretor de compliance da Rhino Securitizadora, companhia que aparece diretamente na estrutura de financiamento da Apex.

Segundo documentos revelados pela Veja, a Rhino aprovou, em 6 de janeiro, uma emissão de até R$ 60 milhões em debêntures vinculadas à BRM Apex Investimentos. A emissão começou no dia seguinte. Em 8 de janeiro, Pedro assumiu formalmente a diretoria de compliance da securitizadora.

O cargo tinha entre suas atribuições o acompanhamento do cumprimento de regras, procedimentos e controles internos da Rhino.

Mais tarde, quando a Apex revelou sua situação financeira, R$ 452,1 milhões do passivo preliminar estavam relacionados justamente a debêntures emitidas por intermédio da Rhino.

Novamente, não há até agora prova pública de que Pedro tenha participado das inconsistências ou autorizado operações irregulares.

Mas a sobreposição de funções aumenta a importância dos documentos internos.

Pedro era executivo e acionista da Apex e, simultaneamente, passou a exercer função de compliance em uma securitizadora responsável por operações financeiras relevantes para o grupo.

Cinelli tenta desmontar tese de decisão individual

O movimento do ex-presidente ocorre depois de os próprios sócios da Apex anunciarem intenção de responsabilizá-lo judicialmente por “gestão temerária” e “má-fé”.

Cinelli e Eduardo Siqueira foram afastados após uma apuração interna identificar inconsistências financeiras.

A nova administração afirma que os dois não teriam dado transparência suficiente sobre a dimensão das obrigações financeiras.

Cinelli rebate essa narrativa. Na ação, sustenta que a investigação interna ainda era preliminar e que as principais operações estavam submetidas a estruturas colegiadas de decisão.

A disputa, portanto, passou a ter duas versões claramente conflitantes. De um lado, a direção atual tenta concentrar a responsabilização nos executivos afastados.

Do outro, Cinelli busca documentos para demonstrar que as decisões eram conhecidas e compartilhadas por outros integrantes da organização. Quem terá razão dependerá das provas.

Justiça manda Apex se manifestar

O pedido de Cinelli não foi imediatamente acolhido. A 7ª Vara Cível de Vitória determinou que as empresas sejam ouvidas antes de decidir sobre a liberação dos documentos.

Segundo a decisão divulgada pelo Times Brasil/CNBC, o magistrado observou ainda que o pedido não demonstrou risco concreto de destruição das provas. Também destacou que parte dos documentos deverá ser disponibilizada ao administrador judicial em outro processo envolvendo a situação financeira do grupo.

Há outro detalhe importante. O juiz registrou que Cinelli integrou o Conselho de Administração da própria CVC entre maio e agosto deste ano como representante da Apex e renunciou à cadeira em 6 de agosto. A circunstância levou o magistrado a questionar a necessidade de obtenção judicial de determinados documentos relativos ao período em que o executivo participou diretamente daquela estrutura.

Crise ganhou novo capítulo com bloqueio de bens

Enquanto tenta obter os documentos, Cinelli também passou a enfrentar medidas judiciais requeridas pela nova direção da Apex.

Em decisão divulgada nas última semanas, a Justiça determinou bloqueio de bens e quebra de sigilo bancário do ex-presidente após a apresentação de informações preliminares sobre transferências de recursos de empresas do grupo para contas pessoais.

Segundo o UOL, as medidas decorrem de alegações da Apex envolvendo movimentações ainda sob investigação. Cinelli terá direito de defesa, e os fatos ainda precisam ser esclarecidos no processo.

Esse novo episódio aumenta ainda mais a importância da produção documental requerida pelo ex-executivo.

A pergunta agora é quem estava à mesa

A crise da Apex começou com um número: R$ 985,6 milhões de passivo preliminar. Agora, o caso entra em uma segunda fase. A discussão deixou de ser apenas sobre quanto a companhia deve e passou a incluir como essas operações foram aprovadas, quem participou das decisões e quais executivos tinham conhecimento da exposição financeira.

É justamente neste ponto que a ação de Fernando Cinelli pode produzir novos desdobramentos.

Se as atas e os e-mails mostrarem que a compra das ações da CVC, as emissões da Rhino e as operações do Carbyne eram submetidas regularmente a comitês e à alta administração, o foco sobre a origem da crise poderá se ampliar.

Isso não significará automaticamente responsabilidade de todos os participantes. Mas poderá desmontar a versão de que as principais decisões estavam restritas a Cinelli e ao ex-diretor financeiro.

No caso de Pedro Ferraço, a questão passa a ser objetiva: como vice-presidente e acionista da Apex, participou de alguma das instâncias que analisaram ou aprovaram essas operações?

Até agora, essa resposta não está documentalmente estabelecida. As atas, contratos e e-mails pedidos à Justiça podem ser justamente o material capaz de fornecê-la.

*Com reportagem da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo. 

Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram

Tags: #Apex#ApexPartners#Carbyne#Compliance#CVC#CVCBrasil#Debêntures#EspíritoSanto#FernandoCinelli#GiroCapixaba#mercadofinanceiro#PedroFerraço#PolíticaES#RhinoSecuritizadora#RicardoFerraçoInvestimentosJustiça
EnviarCompartilhamentoTweetCompartilhamentoCompartilhamentoEnviar
Notícia anterior

Move Brasil pode ter mudanças para ampliar adesão

Próxima notícia

Maracanã recebe estreia e final da Copa Feminina

redação

redação

Próxima notícia
Maracanã será palco da estreia do Brasil e da final da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada em oito cidades.

Maracanã recebe estreia e final da Copa Feminina

Prazo para solicitar voto em trânsito termina nesta quinta-feira (20). Veja as regras para votar fora da cidade nas eleições de outubro.

Eleitor tem até hoje para pedir voto em trânsito

Categorias

  • Brasil
  • Cidade
  • Concurso
  • Cultura
  • D+NEWS
  • Economia
  • Esporte
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades capixabas, do Brasil e do mundo.

Conheça o Giro Capixaba

E-mail: [email protected]

Giro Capixaba — Criação Web Tchê Digital
Nada encontrado
Ver todos os resultados
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades e do mundo.
E-mail: [email protected]

Giro Capixaba - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist