Até a próxima terça-feira (16), o público poderá conferir a mostra Francos Diálogos – Cinema Francófono e Emergência Socioambiental, que reúne oito produções internacionais sobre a crise climática, seus impactos sociais e as formas de resistência diante desse cenário. Os filmes vêm da França, Senegal, Guadalupe, Itália, Burkina Faso e Brasil, compondo um panorama diverso e crítico.
As sessões acontecem no Cinesesc, na Rua Augusta, em São Paulo, com programação disponível no site do Sesc. Entre os destaques estão clássicos como Alphaville (1965), de Jean-Luc Godard, e o premiado Dahomey (Mati Diop, França/Senegal, 2024), vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim.
O Brasil é foco de duas obras: A queda do céu (Gabriela Carneiro da Cunha e Eryk Rocha, Brasil/França/Itália, 2024), inspirada na obra de Davi Kopenawa Yanomami, que critica o modelo predatório do capitalismo, e Rios que voam (Aurélien Francisco Barros, França, 2017), documentário que aborda a umidade amazônica e sua influência no clima global.
A programação também contempla o público infantil com a animação O homem da lua (Stephan Schesch, França/Alemanha, 2012) e o documentário O homem que plantava baobás (Michel K. Zongo, Burkina Faso, 2021), sobre a vida de um agricultor que cultivou mais de 4.500 árvores em cinco décadas.
Completam a seleção os filmes O homem vertigem – contos de uma cidade (Malaury Eloy Paisley, Guadalupe, 2017) e Solo vermelho, além das exibições em Piracicaba, de 13 a 16 de setembro, com parte do repertório.
As sessões são gratuitas, exceto Dahomey e O homem que plantava baobás, com ingressos a R$ 10.
A mostra integra a Temporada França-Brasil 2025, que celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre os países, com mais de 300 eventos pelo Brasil. A programação é guiada por três eixos: Democracia e globalização justa; Diversidade e diálogo com a África; e Clima e transição ecológica.
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