Nesta sexta-feira (24) é celebrado o Dia Mundial de Combate à Poliomielite, também conhecida como paralisia infantil. A doença, causada pelo poliovírus, é altamente contagiosa e pode afetar crianças e adultos por meio do contato com fezes ou secreções de pessoas infectadas. Nos casos mais graves, o vírus provoca paralisia nos membros inferiores.
Graças a campanhas de vacinação, o Brasil não registra casos de poliomielite desde 1990. No entanto, a doença ainda circula em alguns países, como Afeganistão e Paquistão.
Vitória supera meta de vacinação
Na capital capixaba, a cobertura vacinal ultrapassou 110%, superando a meta de 95% estipulada pelo Ministério da Saúde, consolidando Vitória como referência em imunização e prevenção.
O esquema vacinal contra a poliomielite é feito com a vacina inativada poliomielite (VIP), administrada em três doses aos 2, 4 e 6 meses, e um reforço aos 15 meses de idade.
A secretária de Saúde, Magda Lamborghini, celebrou o resultado:
“Vitória superou a meta de vacinação contra a poliomielite, graças ao esforço conjunto da comunidade e dos profissionais de saúde. Esse resultado reforça a proteção das crianças e a importância de manter a união para um futuro mais saudável.”
Para a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Tatiane Comerio, a vacinação é essencial:
“A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos devem ser vacinadas conforme o esquema de rotina. A vacina é um ato de amor e responsabilidade. Convidamos todas as famílias a atualizarem a caderneta de vacinação.”
A imunização está disponível nas salas de vacinação de todas as Unidades de Saúde de Vitória, com orientação completa da equipe local.
Sintomas e prevenção
A transmissão do poliovírus é favorecida por falta de saneamento, más condições habitacionais e higiene precária. A doença pode variar de assintomática a grave, podendo causar paralisia ou até morte, embora a maioria das pessoas infectadas não manifeste sintomas.
Entre os sinais e sintomas possíveis estão: febre, mal-estar, dor de cabeça, diarreia, prisão de ventre, espasmos, vômitos, rigidez na nuca, meningite e dores no corpo.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico deve ser suspeitado em casos de paralisia flácida súbita com redução de reflexos em menores de 15 anos. Os exames incluem cultura de liquor e eletromiografia, com detecção do poliovírus nas fezes.
O tratamento envolve hospitalização e cuidados específicos conforme o quadro clínico do paciente, sendo fundamental o acompanhamento médico para prevenção de complicações.
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