O policial civil Rodrigo Vasconcellos Nascimento morreu na madrugada deste sábado (22), no Hospital Copa d’Or, na zona sul do Rio de Janeiro. Ele havia sido baleado na barriga durante a Operação Contenção, deflagrada em 28 de outubro nos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital.
Nascimento era lotado na 39ª Delegacia Policial, na Pavuna, e foi atingido por um disparo de fuzil no alto da Serra da Misericórdia, no Complexo da Penha. Nos últimos dias, apresentava quadro de melhora e já conseguia sentar na cama, segundo a equipe médica. O Hemorio chegou a solicitar doações de sangue para o policial.
O secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi, lamentou a morte. “Notícia muito triste. Ele estava melhorando a cada dia. Estive no último domingo (16) visitando-o e soube pelo médico que ele ficou animado e chegou a sentar depois na cama”, declarou.
Secretaria e governador lamentam a perda
Felipe Curi destacou que o policial “foi mais um grande herói que deu a vida pela sociedade. Não foi e jamais será em vão. Que Deus o receba de braços abertos e conforte os familiares e amigos”.
O governador Cláudio Castro também se manifestou, afirmando ter recebido a confirmação com profunda tristeza. “Reafirmo meu compromisso de seguir firme no enfrentamento a esses criminosos que espalham medo e sofrimento, sem recuar um centímetro”, declarou.
Número de mortos sobe para 122
Com a morte de Rodrigo Vasconcellos Nascimento, chega a 122 o número de mortos registrados na Operação Contenção. Entre as vítimas estão cinco policiais — três civis e dois militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Desde o início da operação, equipes de segurança pública relatam intenso confronto armado e alto grau de violência nos complexos da zona norte. A operação tem gerado repercussão nacional, tanto por sua dimensão quanto pelo impacto humanitário e social na região.
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