Policiais penais do Distrito Federal e da União participaram, nos últimos dias 27 e 28 de agosto, em Brasília, de um curso voltado ao uso de equipamentos de inspeção com apoio de inteligência artificial. A formação foi promovida pela Escola Nacional de Serviços Penais (Espen), da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), e faz parte das ações de modernização do sistema prisional.
O treinamento ensinou os profissionais a operar equipamentos de raio X e scanners corporais e, principalmente, a interpretar as imagens produzidas por essas tecnologias. A ideia é ajudar os agentes a reconhecer com mais rapidez possíveis objetos proibidos e situações que representem risco à segurança das unidades prisionais.
O uso de ferramentas de inteligência artificial vem ampliando as possibilidades de análise das imagens, mas também exige que os profissionais estejam preparados para interpretar corretamente os resultados. A capacitação busca justamente unir o conhecimento técnico ao conhecimento adquirido pelos policiais penais durante a rotina de trabalho.
Os equipamentos de inspeção são considerados importantes para impedir a entrada de armas, drogas, objetos proibidos e outros materiais nas unidades. Além dos aparelhos de raio X para bagagens e scanners corporais, os procedimentos de segurança também utilizam pórticos e detectores de metais.
Segundo o policial penal federal José Fernando Vásquez, o treinamento ajuda os operadores a identificar aquilo que não pode entrar nos presídios. Para ele, a combinação entre conhecimento técnico e experiência prática pode melhorar a qualidade das inspeções e da análise das imagens.
A capacitação faz parte de uma estratégia mais ampla de modernização do sistema prisional. O projeto prevê investimentos em equipamentos, veículos e soluções tecnológicas para 138 unidades prisionais consideradas estratégicas em diferentes regiões do país. A iniciativa também está relacionada ao plano federal de enfrentamento ao crime organizado.
Entre as unidades selecionadas estão 45 no Nordeste, 38 no Sudeste, 23 no Norte, 17 no Sul e 15 no Centro-Oeste. A escolha levou em conta análises técnicas e critérios de inteligência penal, considerando a importância dos estabelecimentos para o reforço da segurança e o combate à atuação de organizações criminosas.
O treinamento será levado a outros sete estados ainda em 2026. A programação prevê atividades no Rio de Janeiro, de 2 a 9 de setembro; Goiás, de 21 a 25 de setembro; Pernambuco, de 28 de setembro a 2 de outubro; Ceará, de 7 a 14 de outubro; Mato Grosso, de 19 a 23 de outubro; Maranhão, de 28 de outubro a 4 de novembro; e Tocantins, de 16 a 21 de novembro.
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