A segunda edição da Operação Mulher Segura já apresenta resultados significativos no enfrentamento à violência contra a mulher em todo o Brasil. Nos primeiros 15 dias da mobilização, foram realizadas 630 prisões relacionadas a crimes de violência de gênero, além de ações preventivas, educativas e de proteção em todas as unidades da Federação.
Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a iniciativa teve início em 1º de junho e integra uma estratégia nacional para fortalecer a proteção das mulheres e prevenir casos de feminicídio.
Durante o período, foram promovidas 218 atividades educativas presenciais e 95 ações de conscientização em redes sociais. As iniciativas alcançaram diretamente 12.452 pessoas, ampliando o acesso à informação sobre direitos, prevenção e mecanismos de proteção.
Além das ações educativas, mais de 2 mil mulheres em situação de violência receberam atendimento e acolhimento por meio da rede integrada de proteção.
A operação reúne esforços de diversos órgãos e instituições, incluindo o Ministério das Mulheres, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), secretarias estaduais de segurança pública, polícias civis, militares e penais, corpos de bombeiros militares, guardas municipais e demais entidades que atuam na defesa dos direitos das mulheres.
De acordo com a gestora do Centro Integrado Mulher Segura (Cims), Fernanda Antonucci, a iniciativa busca fortalecer a prevenção e ampliar a capacidade de resposta do Estado diante das diferentes formas de violência de gênero.
Segundo ela, os resultados alcançados representam não apenas números, mas vidas protegidas, agressores responsabilizados e uma rede de apoio atuando de forma integrada em todo o território nacional.
A atual edição foi lançada após os resultados positivos obtidos na primeira fase da operação, realizada entre fevereiro e março deste ano. Com o sucesso da iniciativa, a Senasp decidiu ampliar a estratégia e transformá-la em uma ação permanente.
A Operação Mulher Segura seguirá até 31 de dezembro de 2026, com atividades contínuas voltadas ao cumprimento de mandados de prisão, acompanhamento de medidas protetivas, atendimento às vítimas e realização de campanhas educativas.
O programa faz parte das prioridades do Governo Federal para reduzir os índices de violência contra a mulher, fortalecer a rede de proteção e ampliar a presença do Estado no combate à violência doméstica e familiar.
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