O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na última terça-feira (9/9), em Manaus (AM), da cerimônia de lançamento do Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais e da assinatura do contrato do projeto Sanear Amazônia, em parceria com o BNDES e o Memorial Chico Mendes.
O programa mobilizará R$ 150 milhões do Fundo Amazônia, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e gerido pelo BNDES, para apoiar municípios da Amazônia Legal na redução do desmatamento e combate a queimadas.
Durante o evento, o presidente Lula destacou que a preservação é mais eficaz quando realizada por quem conhece a realidade local. “São vocês, nas cidades, que sabem onde está sendo derrubada a floresta, onde ocorrem queimadas. Nosso papel é fornecer os equipamentos e recursos necessários, como drones, barcos e caminhões, para que possam proteger a Amazônia”, afirmou.
O Programa União com Municípios beneficiará cerca de 7 mil famílias, com ações de regularização fundiária e ambiental, georreferenciamento, Cadastro Ambiental Rural (CAR), projetos de recuperação de áreas degradadas e assistência técnica rural. A iniciativa também prevê pagamento por serviços ambientais a povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares que contribuam para a preservação.
O projeto Sanear Amazônia – Água Potável para Comunidades da Amazônia, com R$ 14 milhões do Fundo Amazônia, vai garantir água potável a 374 famílias e promover atividades produtivas sustentáveis em comunidades tradicionais, fortalecendo segurança alimentar e geração de renda.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltou a retomada do Fundo Amazônia após quatro anos de paralisação e destacou ações prioritárias do programa, como recuperação de vegetação nativa e fortalecimento das secretarias municipais de Meio Ambiente, incluindo a criação de escritórios de monitoramento do desmatamento.
Durante a cerimônia, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, reforçou o compromisso com o desenvolvimento socioeconômico e a preservação ambiental, destacando investimentos de R$ 3,754 bilhões nos últimos dois anos, mais que o dobro do período anterior.
Além disso, foi anunciado o quarto bloco de editais do programa Restaura Amazônia, com até R$ 79 milhões, voltados à restauração ecológica em 2,4 mil hectares de floresta, prevendo 880 empregos diretos e indiretos.
O Fundo Amazônia, criado em 2008, já apoiou 139 projetos, beneficiando 260 mil pessoas e 600 organizações comunitárias, consolidando o Brasil como protagonista na agenda ambiental global e na preparação para a COP 30, que ocorrerá em Belém em 2025.
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