O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou na última sexta-feira (10) os resultados da nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam avanços expressivos do Brasil no combate à fome. Segundo a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), aplicada na PNAD Contínua do 4º trimestre de 2024, o país atingiu o menor índice de lares com insegurança alimentar grave desde 2013.
“Estamos vencendo a maior de todas as injustiças: a fome. Voltamos ao menor índice de lares com insegurança alimentar grave no Brasil, empatando com aquele registrado em 2013”, destacou Lula. “Nos últimos dois anos, conseguimos as mesmas vitórias que levamos dez anos para conquistar nos meus dois primeiros mandatos e no da presidenta Dilma Rousseff.”
De acordo com o levantamento, a proporção de domicílios em insegurança alimentar grave caiu de 4,1% para 3,2% entre 2023 e 2024, o que representa 2 milhões de pessoas a menos em situação de fome. A queda foi observada em todas as regiões, tanto urbanas quanto rurais.
Além disso, o percentual de domicílios em segurança alimentar aumentou de 72,4% para 75,8% no mesmo período — ou seja, 8,8 milhões de pessoas passaram a ter alimentação garantida diariamente.
Redução histórica desde 2022
Entre 2019 e 2022, o IBGE não aplicou a Ebia, mas a Rede Penssan (Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional) estimou que 33,1 milhões de brasileiros viviam em situação de fome em 2022. Com base nessa referência, o número de pessoas em insegurança alimentar grave caiu 12 pontos percentuais, o que significa que 26,5 milhões de brasileiros deixaram de passar fome em dois anos.
“Livramos 26,5 milhões de pessoas do mal da fome. Minha obsessão é que ninguém mais passe fome no país — e não sossegarei enquanto não atingir esse objetivo”, reforçou Lula.
Políticas públicas e o Plano Brasil Sem Fome
O presidente destacou que os resultados são fruto de políticas integradas do Plano Brasil Sem Fome, que reúne 80 ações e mais de 100 metas para erradicar a fome no país. O plano articula aumento da renda, fortalecimento do Bolsa Família, compra e doação de alimentos, investimentos na alimentação escolar e apoio à agricultura familiar.
“Não pouparei esforços para que o trabalhador tenha mais renda e a desigualdade seja menor. Para que todos os brasileiros possam fazer as três refeições do dia”, declarou Lula.
Brasil fora do Mapa da Fome
Em julho, o Brasil foi oficialmente retirado do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), após reduzir o índice de prevalência de subalimentação para menos de 2,5% da população.
Fórum Mundial da Alimentação
Na próxima segunda-feira (13), o presidente participará da abertura do Fórum Mundial da Alimentação 2025, em Roma (Itália), principal evento anual da FAO, que celebra 80 anos de criação.
Durante a visita, Lula também vai inaugurar o Mecanismo de Apoio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, com sede na FAO e escritórios em Brasília, Adis Abeba, Bangkok e Washington. A iniciativa, lançada pelo Brasil durante sua presidência no G20, reúne quase 200 membros, entre países, bancos e organizações internacionais, e busca acelerar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1 e 2 — Erradicação da Pobreza e Fome Zero.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram





