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Lula afirma que 12% do gasto global com armas seria suficiente para acabar com a fome

Em discurso na FAO, presidente defende decisão política e taxação sobre super-ricos para garantir distribuição de alimentos e combate às desigualdades.

redação Por redação
13/10/2025 - 13:30
em Brasil
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Durante evento pelos 80 anos da FAO, Lula afirmou que a fome é fruto de desigualdades e que 12% do que se gasta com armas poderia acabar com ela. Propõe imposto de 2% sobre super-ricos para financiar segurança alimentar.

Imagem:Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (13) em Roma, na cerimônia que celebra os 80 anos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que o fim da fome depende de decisão política. Segundo ele, 12% do gasto anual global com armas seria suficiente para acabar com a fome no mundo.

Lula destacou que a tecnologia agrícola permite produzir alimentos suficientes para todos, mas o problema está na distribuição desigual dos recursos, que impede milhões de pessoas de se alimentarem adequadamente. Como solução, propôs taxação de 2% sobre os super-ricos para suprir essa lacuna.

O presidente também reforçou a relação entre fome e guerra, afirmando que conflitos armados e políticas protecionistas prejudicam a produção agrícola e aumentam a insegurança alimentar. Ele mencionou que 673 milhões de pessoas no mundo vivem em situação de insegurança alimentar, apesar de o planeta produzir comida suficiente para alimentar uma vez e meia a população mundial.

Durante o discurso, Lula ressaltou o papel da FAO e de outras agências internacionais na promoção do multilateralismo e da segurança alimentar, lembrando que o Brasil tirou o país do Mapa da Fome em 2014, graças a políticas de transferência de renda, alimentação escolar e fortalecimento da agricultura familiar.

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Ele enfatizou que um país soberano é capaz de alimentar seu povo, e que a fome é inimiga da democracia e da cidadania. Para isso, defendeu medidas como ampliar financiamento ao desenvolvimento, reduzir custos de empréstimos, aperfeiçoar sistemas tributários e aliviar dívidas de países mais pobres.

Lula e sua delegação reúnem-se para encontro na FAO.

O presidente também abordou mudanças climáticas e sustentabilidade, afirmando que será necessária uma “revolução mais verde e inclusiva” na agricultura para enfrentar os impactos do aquecimento global, e anunciou o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que remunerará quem preserva a natureza.

Lula concluiu lembrando que só será possível combater a fome, a pobreza e as desigualdades quando os pobres deixarem de ser invisíveis para a elite política, reafirmando a necessidade de ação coletiva e governamental para garantir segurança alimentar a todos.

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Tags: #Desigualdade#FAO#Fome#política internacionalBrasilLulasegurança alimentar
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