O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (25), dia do segundo turno das eleições de 2026, que representa uma alternativa de mudança para o país. Ao falar com jornalistas antes de deixar seu local de votação, no Rio de Janeiro, ele destacou a segurança pública e as dificuldades financeiras enfrentadas pela população.
Flávio chegou por volta das 8h20 à Escola Municipal Barão Homem de Melo, em Vila Isabel, na zona norte da capital fluminense. Ele estava acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, da mãe, Rogéria Bolsonaro, e do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas.
Durante uma breve conversa com a imprensa, o candidato afirmou que, em sua avaliação, a situação dos brasileiros piorou e que o país precisa mudar de rumo. Ele citou o medo da violência nas ruas e as dificuldades para manter as despesas domésticas em dia.
“A vida de todo mundo piorou, então não tem porque continuar insistindo no erro. A esperança virou medo, de andar na rua de noite, de ter o celular roubado, de ter a moto roubada. Medo da geladeira vazia, de não conseguir pagar as contas”, declarou.
A votação foi acompanhada por uma movimentação de apoiadores de Flávio Bolsonaro e eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário do candidato do PL na disputa pelo Palácio do Planalto. A rua em frente à escola ficou ocupada pelos dois grupos.
Durante o encontro, os eleitores demonstraram posições opostas e trocaram palavras de ordem. Integrantes do grupo favorável a Lula mencionaram o caso Ana Clara e suspeitas de possíveis ligações de Flávio Bolsonaro com grupos de milícias. Essas referências foram feitas pelos manifestantes e não representam, por si só, comprovação das acusações.
Já os apoiadores de Flávio entoaram gritos contra o presidente Lula, evidenciando o clima de rivalidade política que marcou a movimentação em frente ao local de votação.
Depois que o candidato deixou a escola, a concentração começou a se dispersar. Em seguida, permaneceram no local principalmente os eleitores que aguardavam para votar. O segundo turno define quem ocupará a Presidência da República pelos próximos quatro anos.
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