A Estratégia Alimenta Cidades passou a atender mais de mil municípios brasileiros com a publicação da Portaria nº 1.178 no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (16). A medida oficializa as cidades habilitadas para participar da iniciativa e também divulga uma lista de espera com outros municípios que cumpriram os critérios de adesão.
Com a nova etapa, o programa entra na fase chamada Alimenta Cidades +1000, que reforça o papel dos governos municipais na construção de soluções para a segurança alimentar. A proposta reconhece que as administrações locais têm maior capacidade de identificar desafios e potencialidades em seus territórios.
A seleção deu prioridade a cidades das regiões Norte e Nordeste, além de municípios inseridos no Protocolo Brasil Sem Fome e com maior número de pessoas cadastradas no Cadastro Único em situação de vulnerabilidade social. Ao todo, os municípios contemplados estão distribuídos em 26 estados brasileiros, com predominância de cidades de pequeno porte.
Dados da iniciativa mostram que 82,6% dos municípios selecionados estão nas regiões Norte e Nordeste — sendo 63,7% no Nordeste e 18,9% no Norte. As demais regiões somam 11,1% no Sudeste, 3,2% no Sul e 3,1% no Centro-Oeste. A maior parte das cidades tem até 50 mil habitantes, e cerca de 70,5% já integram o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
Entre os estados com maior número de municípios contemplados estão Pará, com 112 cidades, e Ceará, com 111. Na sequência aparecem Bahia (94), Maranhão (91), Rio Grande do Norte (68), Piauí (66) e Sergipe (60).
Inclusão produtiva e apoio técnico
A estratégia oferece suporte técnico e ferramentas para que os municípios desenvolvam ações voltadas à segurança alimentar. As iniciativas são baseadas em diagnósticos locais, com uso de dados e integração entre diferentes áreas, como assistência social, agricultura, saúde e meio ambiente.
A proposta também busca estimular a inclusão produtiva e fortalecer cadeias alimentares locais, promovendo o acesso a alimentos saudáveis e sustentáveis.
Entre os principais objetivos do programa estão o incentivo à inovação na criação de sistemas alimentares mais sustentáveis e resilientes, o fortalecimento das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional e a ampliação da atuação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
Além disso, a estratégia pretende apoiar os municípios na formulação de políticas estruturantes, capazes de responder às necessidades locais e ampliar o protagonismo das cidades em nível nacional e internacional.
A nova fase do programa reforça o compromisso do governo federal com o combate à fome e a promoção de sistemas alimentares mais justos e eficientes em todo o país.
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