O Brasil alcançou, no primeiro trimestre de 2026, o menor índice de homicídios dolosos e latrocínios dos últimos dez anos para o período entre janeiro e março. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
De acordo com o levantamento, os homicídios dolosos — quando há intenção de matar — caíram de 12.719 casos registrados em 2016 para 7.289 em 2026, representando uma redução de 42,7% na última década.
Os latrocínios, caracterizados como roubos seguidos de morte, também apresentaram queda expressiva. O número passou de 591 ocorrências em 2016 para 160 casos em 2026, redução de 72,9%.
Os dados reforçam uma tendência contínua de diminuição da violência letal no país e apontam o melhor resultado da série histórica para o primeiro trimestre desde o início do monitoramento.
Queda nos crimes desde 2022
Na comparação entre 2022 e 2026, os homicídios dolosos diminuíram 25%, saindo de 9.714 registros para 7.289.
Já os latrocínios tiveram redução ainda maior no mesmo período: queda de 48,1%, passando de 308 ocorrências em 2022 para 160 neste ano.
Outro recorte apresentado pelo MJSP mostra que, entre os períodos de 2019–2022 e 2023–2026, os homicídios dolosos recuaram 16,2%, indo de 41.485 para 34.758 casos.
Além da redução dos crimes violentos, o relatório aponta crescimento nas ações de combate à criminalidade. O número de mandados de prisão cumpridos aumentou 37,1% entre 2022 e 2026, passando de 53.212 para 72.965.
Segundo o governo federal, o resultado indica maior eficiência na investigação, identificação e responsabilização de criminosos.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que os números refletem uma nova estratégia nacional de enfrentamento à violência.
“Os dados mostram que o Brasil não está apenas reduzindo a violência, mas mudando a forma de enfrentá-la. Hoje, trabalhamos com integração entre as forças de segurança, uso intensivo de inteligência e atuação coordenada em todo o País. Isso permite não só prender mais, mas prevenir crimes e salvar vidas”, declarou o ministro.
Investimentos em segurança cresceram
O Ministério da Justiça também destacou o aumento dos investimentos federais na área de segurança pública. Segundo os dados oficiais, o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) passou de R$ 970,7 milhões no biênio 2021–2022 para R$ 1,76 bilhão entre 2023 e 2024, alta de 80,9%.
Os recursos foram destinados à compra de equipamentos, tecnologia, perícia, capacitação policial e integração entre as forças de segurança.
Para o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o fortalecimento estrutural das corporações tem impacto direto nos resultados.
“Mais investimento aliado à integração entre União e estados tem impacto direto na redução da violência. Com estruturas mais modernas e atuação coordenada, as forças de segurança conseguem agir com mais precisão e eficiência”, afirmou.
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