O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido pela Polícia Civil do Distrito Federal na última terça-feira (23) em investigação relacionada à apreensão de uma pistola registrada em seu nome. O depoimento aconteceu em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar.
Segundo a defesa, Bolsonaro reafirmou aos investigadores que havia solicitado apenas uma verificação técnica na arma após suspeitar de uma possível falha no funcionamento. O relato já havia sido apresentado anteriormente ao Supremo Tribunal Federal.
Os advogados sustentam que o ex-presidente não determinou que a pistola fosse retirada do condomínio para manutenção. A versão foi apresentada durante a oitiva conduzida pela Polícia Civil.
A arma, uma Glock 9 mm, foi apreendida em uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal realizada no último dia 15. Apesar de o armamento estar regularmente registrado em nome de Bolsonaro, a polícia recolheu a pistola devido à ausência do Certificado de Registro de Arma de Fogo no momento da fiscalização.
A defesa também avalia que o caso não deve gerar impactos sobre as medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, uma vez que não havia determinação judicial exigindo a entrega de armas registradas.
A Polícia Civil continua apurando os detalhes do episódio. Conforme os advogados, Bolsonaro não pretende solicitar a devolução da pistola enquanto estiver submetido ao regime de prisão domiciliar.
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