A produção brasileira de petróleo e gás natural alcançou 6,002 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em agosto de 2026. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (1º) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural.
Somente a produção de petróleo chegou a 4,615 milhões de barris por dia (bbl/d), alta de 2,6% em relação a julho. Na comparação com agosto de 2025, o crescimento foi de 18,4%. Já a produção de gás natural alcançou 220,55 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), aumento de 2,6% no mês e de 16,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
Considerando petróleo e gás natural, a produção média registrada em agosto ficou 17,6% acima do volume produzido em agosto de 2025. O avanço foi acompanhado por uma participação expressiva do pré-sal, que manteve a maior parcela da produção nacional.
No pré-sal, foram produzidos 4,959 milhões de boe/d em agosto, o equivalente a 82,6% de toda a produção brasileira. O volume foi 2,9% maior que o registrado em julho e 23% superior ao de agosto de 2025. A produção ocorreu por meio de 203 poços, responsáveis pela extração de 3,842 milhões de bbl/d de petróleo e 177,58 milhões de m³/d de gás natural.
O aproveitamento do gás natural também apresentou resultado elevado. Em agosto, 98,1% do gás produzido foi aproveitado. Do total, 69,41 milhões de m³/d foram disponibilizados ao mercado, enquanto a queima ficou em 4,16 milhões de m³/d. O volume queimado caiu 11% em relação a julho e 14,8% na comparação anual.
A maior parte da produção brasileira continua concentrada em áreas marítimas. Em agosto, os campos localizados no mar responderam por 98,1% da produção de petróleo e por 88,3% da produção de gás natural. As unidades operadas pela Petrobras, individualmente ou em parceria com outras empresas, representaram 87,55% da produção total. Ao todo, foram contabilizados 6.719 poços produtores, sendo 614 marítimos e 6.105 terrestres.
Entre os campos produtores, Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, liderou a produção de petróleo, com 1,172 milhão de bbl/d. No gás natural, o destaque foi o campo de Mero, também na Bacia de Santos, que registrou 48,93 milhões de m³/d.
Entre as instalações, o FPSO Almirante Tamandaré, em Búzios, apresentou a maior produção de petróleo, com 258.401 bbl/d. Na produção de gás natural, o maior volume foi registrado pelo FPSO Sepetiba, no campo de Mero, com 12,97 milhões de m³/d.
A ANP também disponibiliza os dados da produção por meio de uma ferramenta interativa de Business Intelligence (BI). Além da versão tradicional em PDF, a plataforma permite consultar diferentes meses e períodos, além de aplicar filtros por campos, estados e bacias. A agência ressalta que oscilações mensais na produção são esperadas e podem estar relacionadas a manutenções programadas, entrada ou parada de poços, limpeza de equipamentos e início do comissionamento de novas unidades. Essas atividades fazem parte da rotina operacional do setor e podem influenciar temporariamente os volumes produzidos.
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