A proposta de Orçamento da União para 2027, enviada nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional, não prevê reajuste para o Bolsa Família. O projeto reserva R$ 157,1 bilhões para o programa, valor abaixo dos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e dos R$ 167,2 bilhões destinados em 2025.
Com isso, o benefício mínimo continuará em R$ 600 por família, caso a proposta seja aprovada sem mudanças. O valor não é reajustado desde o relançamento do programa, em março de 2023.
A decisão ocorre enquanto o governo busca controlar o crescimento das despesas obrigatórias. Como o Orçamento ainda será analisado pelos deputados e senadores, uma eventual mudança nos valores do programa poderá ser discutida durante a tramitação no Congresso.
Além do valor mínimo de R$ 600, o Bolsa Família possui benefícios adicionais conforme a composição de cada família. Há um adicional de R$ 150 para cada criança de até 6 anos, além de R$ 50 para gestantes, jovens de 7 a 18 anos incompletos e bebês de até 6 meses.
Esses valores podem ser acumulados quando a família se enquadra em mais de uma das situações previstas nas regras do programa. A legislação permite que os benefícios sejam corrigidos em determinados períodos, mas o governo entende que a atualização não é obrigatória.
Para entrar no Bolsa Família, a família precisa ter renda mensal de até R$ 218 por pessoa. Também é necessário estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) e manter as informações atualizadas.
Os beneficiários precisam ainda cumprir compromissos nas áreas de saúde e educação, como parte das regras para permanência no programa.
Em agosto, cerca de 19,3 milhões de famílias receberam o Bolsa Família. No mesmo mês de 2025, o programa atendia aproximadamente 19,2 milhões de famílias. Mesmo com a previsão de redução dos recursos para 2027, portanto, o número de famílias atendidas permanece próximo ao registrado no ano anterior.
A manutenção dos valores ocorre em meio à preocupação do governo com o aumento das despesas obrigatórias. A proposta enviada ao Congresso prevê menos recursos para o Bolsa Família em termos nominais, embora o número de famílias atendidas permaneça em patamar semelhante.
Durante a análise do Orçamento, os parlamentares poderão apresentar mudanças na previsão de gastos e discutir uma possível recomposição dos benefícios. Qualquer alteração, no entanto, dependerá da tramitação e da aprovação do texto no Congresso Nacional.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram





