O Ministério da Saúde convida fumantes, ex-fumantes, familiares e pessoas que convivem com o tabagismo a compartilhar suas experiências por meio da campanha “#Minha História Sem Filtro – Conte o que o cigarro não mostra”. Os relatos podem ser enviados até novembro por formulário disponível na página da iniciativa.
A campanha, que conta com o apoio da Anvisa, busca entender melhor os impactos do cigarro na saúde, na qualidade de vida e nas relações familiares e sociais. Os depoimentos também poderão ajudar na criação de novas imagens e mensagens de alerta para as embalagens de cigarros.
Os dados mais recentes mostram que o Brasil enfrenta um novo desafio. Depois de quase 20 anos de queda, a proporção de adultos fumantes voltou a crescer. Segundo o Vigitel, 11,7% da população adulta fumava em 2024, contra 9,2% em 2023.
Ao mesmo tempo, aumentou a procura por tratamento para abandonar o cigarro no SUS. Em 2025, cerca de 2,1 milhões de pessoas buscaram atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, número que era de 1 milhão em 2022 e 351 mil em 2015.
O tratamento é oferecido gratuitamente pela rede pública e pode incluir acompanhamento individual ou em grupo, orientações para lidar com a dependência e, quando indicado por profissionais de saúde, medicamentos para controlar os sintomas da abstinência.
O tabagismo é uma doença crônica causada pela dependência da nicotina e está relacionado a mais de 50 doenças, incluindo diferentes tipos de câncer, problemas cardiovasculares e doenças respiratórias. No Brasil, o cigarro está associado a cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão.
Os homens continuam apresentando maior proporção de fumantes. Em 2024, o índice entre os adultos do sexo masculino foi de 13,9%, enquanto entre as mulheres ficou em 9,5%. O uso de dispositivos eletrônicos para fumar também preocupa, principalmente entre jovens de 18 a 24 anos.
O Brasil mantém políticas de combate ao tabagismo, como a proibição da publicidade de produtos de tabaco, restrições ao fumo em ambientes fechados e advertências nas embalagens. Com a campanha, o Ministério da Saúde pretende ouvir as experiências da população e fortalecer as ações de prevenção e controle do tabagismo.
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